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Liga Brasileira de Lésbicas lança Manifesto Imprimir E-mail



A Liga Brasileira de Lésbicas - LBL lançou na quinta-feira, 10/01/08 manifesto se posicionando sobre 1ª Conferência Nacional de Políticas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (I CNLGBTT). A Conferência foi convocada em novembro de 2007 pelo Presidente Lula e será realizada em Brasília, de 09 a 11 de maio de 2008. No manifesto, a LBL afirma que a Conferência “poderá ser um marco na História de luta do movimento LGBTT”. Defende ainda que a Conferência seja "democrática, participativa e transformadora da realidade de discriminação". O manifesto foi entregue ontem durante a 1ª reunião da Comissão Organizadora da Conferência, que aconteceu em Brasília, na Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Da reunião, participaram representantes de vários ministérios (Saúde, Educação, Relações Exteriores etc), da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBTT e ativistas do Movimento LGBTT. Os principais pontos destacados no documento são: participação paritária dos segmentos (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais); equidade de gênero e autonomia da sociedade civil organizada frente ao governo. A LBL afirma também que, para garantir os direitos fundamentais da população LGBTT, "é necessário que a sociedade civil mantenha sua autonomia frente aos governos, com uma participação crítica e qualitativa".

Por uma Conferência Nacional LGBTT democrática, participativa e transformadora da realidade de discriminação

I. A importância da I Conferência Nacional de Políticas para LGBTT

A I Conferência Nacional de Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais poderá ser um marco na História de luta do movimento LGBTT. Coloca-nos frente ao desafio de unirmos forças para combater o preconceito e a discriminação e consolidarmos o processo de construção de um mundo sem machismo, racismo, sexismo e homo/lesbo/transfobia.Este será um ano significativo na luta por políticas públicas que garantam cidadania da população LGBTT e impulsione as mudanças em nossa sociedade, na perspectiva de uma vida digna, sem discriminação ou preconceito, uma vida com liberdade, em que seja assegurado o direito de amar as pessoas sem constrangimento ou violência.Sem dúvida, será também um ano com enormes desafios para superar o fundamentalismo religioso que além de desrespeitar o princípio do Estado Laico, tenta impor seus ditames em relação às liberdades, ao direito a livre orientação sexual e principalmente à autonomia das mulheres sobre o corpo. Defendemos, portanto, uma Conferência que, de fato, se caracterize pelo respeito às diversidades. Por isso, é imprescindível que todo o processo de construção da CNLGBTT (e a Conferência em si) se notabilizem pelo respeito à paridade de gênero e pela igualdade de oportunidades e participação eqüitativa dos vários sujeitos políticos envolvidos nesse processo (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), com observância dos recortes de raça/etnia, deficiências, geracionais e de classes sociais.Por fim, é importante garantir divulgação e mobilização eficazes nos Estados e Municípios que resultem em ampla participação nas duas etapas da conferência e desta forma possa comprometa as/os gestoras/es públicos com a implementação de políticas públicas para o segmento LGBTT.

II. A equidade de gênero deve ser garantida em todos os espaços de decisão

Para cumprir seus objetivos, é imprescindível que o processo de construção da I Conferência Nacional LGBTT não se afaste dos princípios da igualdade de gêneros, do respeito à livre orientação sexual e à identidade de gênero. Desta forma, a isonomia da representação entre os segmentos LGBTT nas comissões organizadoras da Conferência (em todas as esferas) deve coadunar com esses princípios. E isso não é mero detalhe. Antes, uma demonstração insofismável de enfrentamento do machismo, do sexismo, do homo/lesbo/transfobia, bem como uma mudança de postura na ocupação dos espaços de decisão política.

III. Garantia de paridade de gênero e dos segmentos LGBTT

É necessário definir critérios de participação que garantam a pluralidade e a diversidade de orientação sexual e identidade de gênero, desde as conferências estaduais (e nas municipais, onde houver). Com este objetivo a Liga Brasileira de Lésbicas defende a inclusão do critério da isonomia entre os diversos segmentos do movimento, ou seja, 20% de delegadas lésbicas, 20% delegados gays, 20% delegadas/os bissexuais, 20% delegadas/os transexuais e 20% delegadas/os travestis.Nos casos em que algum segmento deixar de preencher as vagas que lhe são destinadas, estas deverão se repassadas igualitariamente para os demais segmentos.

IV. Autonomia da sociedade civil organizada frente à representação governamental

Lutamos por políticas públicas universalizantes, que garantam o acesso e a qualidade dos serviços de saúde, educação, trabalho, assistência social, cultura, emprego e renda, bem como assegurem os direitos humanos fundamentais.Para assegurar os direitos aqui elencados a Conferência Nacional não pode ser mero instrumento de ratificação das políticas governamentais existentes, sob pena de desperdiçar esta oportunidade histórica de consolidar o processo de reconhecimento da população LGBT como sujeitos de direitos.Isto posto, é fundamental que a representação da sociedade civil na organização da conferência mantenha sua autonomia frente aos governos, com uma participação crítica e qualitativa que garanta uma Conferência a altura do que o movimento vem acumulando desde a luta pela redemocratização do nosso País.

V. Nossos compromissos

Coerentes com os princípios que norteiam nossa ação, nós da LBL afirmamos nosso compromisso com a realização da I Conferência Nacional LGBTT na expectativa de que ao final deste processo tenhamos avanços e conquista para celebrar.

 

LBL – uma breve apresentação
A LBL tem como princípios o pluralismo, a autonomia, autodeterminação e liberdade, a democracia, a solidariedade; a transparência; a horizontalidade; a liberdade de orientação e expressão afetivo-sexual; a defesa do Estado laico; a defesa dos princípios feministas e suas bandeiras; a visibilidade lésbica; uma posição anti-racista; uma posição anticapitalista.Como expressão do movimento social, de âmbito nacional, a LBL se constitui como espaço autônomo e não institucional de articulação política, anticapitalista, anti-racista, não-lesbofóbica e não-homofóbica e de articulação temática de mulheres lésbicas e bissexuais, pela garantia efetiva e cotidiana da livre orientação e expressão afetivo-sexual. Criada em janeiro de 2003 durante o Fórum Social Mundial, a LBL tem se fortalecido e atuado para alcançar a sociedade desejada por todas. Uma sociedade livre de discriminações, onde nenhuma forma de amor seja passível de preconceito ou discriminação.

 

 

Saiba como será a VI Caminhada de Lésbica e Bissexuais de SP. Leia e participe!

 

A Liga Brasileira de Lésbicas - http://br.youtube.com/watch?v=rEPUjKPhp1g

(o vídeo foi retirado a pedido de uma das mulheres que aparecia nele)

Veja o vídeo sobre a LBL. O vídeo foi parte da defesa de mestrado de Célia Selem em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília, intitulado: "A Liga Brasileira de Lésbicas: produção de sentidos na construção do sujeito político lésbica", sob orientação da Prof. Dra. Tania Navarro-Swain.

Direção: Maria Angelica Lemos
Argumento: Célia Selem

 


 


Em São Paulo, a V Caminhada será na véspera da 11a. Parada do Orgulho GLBT, no sábado, 9 de junho.

 

Shopping Paulista.

lbl_caminhadaCidadania, Direitos e Políticas Públicas
Por uma sociedade sem machismo, racismo e lesbofobia

A ideologia machista, o capitalismo, o neo-liberalismo fazem mal à sociedade em geral e, em particular, à saúde de todas as mulheres. Tentam a todo custo dirigir a vida, o corpo e a sexualidade das mulheres, impondo a todas a grande culpa. A luta das mulheres pela autonomia, igualdade e respeito têm sido incansável e por isso, vamos às ruas e gritamos bem alto: basta de machismo, de racismo, de misoginia e lesbofobia.

A sociedade que queremos pressupõe um Estado Democrático, Laico e com Justiça Social, que garanta as condições para que toda mulher possa decidir se quer ou não ter filhos, quantos pode ter, sem criminalizá-la por isso, assegurando assistência à saúde e respeitando sua autonomia e direito de escolha. Dizemos não à ingerência do Estado, da Igreja, do Mercado e da sociedade machista sobre o corpo da mulher. Dizemos sim à Legalização do Aborto, pelo direito das mulheres decidirem.

Nesta V Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, a Liga Brasileira de Lésbicas se junta a todas as mulheres para exigir uma sociedade que respeite as diferenças e elimine as desigualdades sociais, econômicas e culturais em nosso País. Sabemos que as maiores vítimas das desigualdades e discriminação são as mulheres, lésbicas, negras e pobres.

O tema da V Caminhada é uma síntese do que nós queremos ver posto em prática, para construir a cidadania plena e a dignidade das mulheres brasileiras, em busca da igualdade de gênero, racial e da livre expressão sexual, em comunhão com os princípios feministas.

Exigimos do poder público, dos governantes e dos legisladores medidas urgentes de combate ao preconceito étnico-racial. É indispensável aprovar e fiscalizar leis para punição severa contra a discriminação e violência, bem como todos aqueles preconceitos que ferem a dignidade e afetam a liberdade de orientação sexual das mulheres em sua diversidade.

É também urgente e necessária a imediata implementação da Lei Maria da Penha que, além de todos os avanços para coibir a violência contra mulheres, é uma legislação que reconhece as uniões homoafetivas e constituições familiares entre mulheres.

Liga Brasileira de Lésbicas
A Liga Brasileira de Lésbicas/LBL é uma articulação nacional; constitui-se como espaço autônomo e não institucional de articulação política, anti-racista, não lesbofóbica e não homofóbica e de articulação temática de mulheres lésbicas e bissexuais, pela garantia efetiva e cotidiana da livre orientação e expressão afetivo-sexual; é um movimento que se soma a todos os movimentos sociais que lutam e acreditam que um novo mundo é possível, sustentando suas ações em princípios feministas. Une-se às demais companheiras dos movimentos de mulheres para reafirmar a posição que diz não à deformação e desqualificação do feminino pela mídia; pela autonomia sobre os nossos corpos, pelo fim das desigualdades.
A LBL em São Paulo luta hoje para garantir efetividade nas políticas públicas, incluindo as especificidades lésbicas e bissexuais nas áreas da saúde, educação, cultura, dentre outras.

E tudo começou...
2003 foi um ano muito importante para a organização das lésbicas. Ao mesmo tempo em que acontecia em São Paulo o V SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas), considerado um marco para o fortalecimento da organização política de lésbicas e bissexuais, foi realizada, também nesse período, a I Caminhada de Lésbicas do país. Organizada pelo Grupo Umas & Outras, e inspirada na experiência que já acontecia no México, uma manifestação de rua composta por lésbicas. Desde então, todos os anos, no sábado que antecede a Parada do Orgulho GLBTT, as mulheres fazem sua caminhada para romper com a invisibilidade a que lésbicas e bissexuais estão sujeitas dentro do movimento glbtt, nos espaços de poder e na sociedade.

V Caminhada de Lésbicas e Bissexuais
09 de junho de 2007 - sábado
Concentração ás 14h30
na Praça Osvaldo Cruz
Participe! E traga suas amigas...

Liga Brasileira de Lésbicas - site:
www.lbl.org.br – e-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

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V Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo

Sábado 9 de junho 14h30

Cidadania, Direitos e Políticas Públicas:

Por uma sociedade sem machismo, racismo e lesbofobia

Pelo quinto ano consecutivo, as lésbicas de São Paulo realizam uma manifestação própria, na véspera da parada em que se comemora o Dia do Orgulho LGBTT. O principal intuito é ampliar a visibilidade das mulheres lésbicas e bissexuais, comemorar conquistas, lutar por direitos e contra a lesbofobia. Num ano em que se amplia o debate sobre autonomia das mulheres em relação ao seu próprio corpo, sobretudo devido a discussão do aborto, as lésbicas e bissexuais também querem dizer não à ingerência do Estado, da Igreja, do mercado e da sociedade machista sobre o corpo da mulher. Basta de imputar culpa às mulheres!

Por um Estado Laico, Democrático e com Justiça Social.

Nesta V Caminhada, as Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, querem juntar-se a todas as mulheres para exigir uma sociedade que respeite as diferenças e elimine as desigualdades sociais, econômicas e culturais em nosso País, com as mesmas oportunidades para todas. Sabemos que as maiores vítimas da discriminação são as mulheres, lésbicas, negras e pobres. Estamos em busca da igualdade de gênero, racial e da livre expressão sexual, em comunhão com os princípios feministas.

A organização é da Liga Brasileira de Lésbicas de São Paulo e conta com o apoio da APOGLBT, de Sindicatos (Enfermeiros/SP, Construção Civil/ABC, APEOESP), do Observatório da Mulher e do Movimento feminista de São Paulo. Espera-se a participação de mulheres de outras cidades e Estados, que serão recepcionadas pela Fuzarka Feminista na concentração, DJs Eride e Camila e com o som de Tânia Cristina & convidadas no encerramento.

Serviço:

V Caminhada de Lésbicas, Bissexuais e Simpatizantes

9 de junho de 2007 - sábado

Concentração ás 14h30, na Praça Osvaldo Cruz (início da Av. Paulista), caminhada até o MASP

Assessoria de Imprensa:

Terezinha Vicente Ferreira(11) 9629-4892 - Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

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Em Brasília a Festa da LBL/DF – Liga Brasileira de Lésbicas, Regional DF
Dia: 21/02/2007 (quarta-feira)
Local: Landscape Pub (SHIN CA 07 – Bloco FL Loja 33 Próximo à administração do Lago Norte)
Ingressos: R$ 5 reais até às 00h.
GELATINA DE VODKA GRÁTIS!!!
No som:
She-ra e Xena * Hits 80/90/00*
Carol Silvério * Música de Preta*
Delizia e Dolícia *Electro Rock/Indie*
Participação da MC Flora Matos com Performance de Hip-Hop.
Participação Política: Klaus-UNB; Retome; Nada Frágil; Esquizofêmeas; Corpus Crisis e Confessionário.
Performance de danças, vídeos, exposições fotográficas, material gráfico e mais!
Traga sua camiseta. Serigrafia Grátis!!!
Informações:
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Site: http://lbldf.clickblog.com.br/
Site: http://www.lbl.org.br/


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