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Por uma Conferência Nacional LGBTT democrática, participativa e transformadora da realidade de discriminação I. A importância da I Conferência Nacional de Políticas para LGBTT A I Conferência Nacional de Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais poderá ser um marco na História de luta do movimento LGBTT. Coloca-nos frente ao desafio de unirmos forças para combater o preconceito e a discriminação e consolidarmos o processo de construção de um mundo sem machismo, racismo, sexismo e homo/lesbo/transfobia.Este será um ano significativo na luta por políticas públicas que garantam cidadania da população LGBTT e impulsione as mudanças em nossa sociedade, na perspectiva de uma vida digna, sem discriminação ou preconceito, uma vida com liberdade, em que seja assegurado o direito de amar as pessoas sem constrangimento ou violência.Sem dúvida, será também um ano com enormes desafios para superar o fundamentalismo religioso que além de desrespeitar o princípio do Estado Laico, tenta impor seus ditames em relação às liberdades, ao direito a livre orientação sexual e principalmente à autonomia das mulheres sobre o corpo. Defendemos, portanto, uma Conferência que, de fato, se caracterize pelo respeito às diversidades. Por isso, é imprescindível que todo o processo de construção da CNLGBTT (e a Conferência em si) se notabilizem pelo respeito à paridade de gênero e pela igualdade de oportunidades e participação eqüitativa dos vários sujeitos políticos envolvidos nesse processo (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), com observância dos recortes de raça/etnia, deficiências, geracionais e de classes sociais.Por fim, é importante garantir divulgação e mobilização eficazes nos Estados e Municípios que resultem em ampla participação nas duas etapas da conferência e desta forma possa comprometa as/os gestoras/es públicos com a implementação de políticas públicas para o segmento LGBTT. II. A equidade de gênero deve ser garantida em todos os espaços de decisão Para cumprir seus objetivos, é imprescindível que o processo de construção da I Conferência Nacional LGBTT não se afaste dos princípios da igualdade de gêneros, do respeito à livre orientação sexual e à identidade de gênero. Desta forma, a isonomia da representação entre os segmentos LGBTT nas comissões organizadoras da Conferência (em todas as esferas) deve coadunar com esses princípios. E isso não é mero detalhe. Antes, uma demonstração insofismável de enfrentamento do machismo, do sexismo, do homo/lesbo/transfobia, bem como uma mudança de postura na ocupação dos espaços de decisão política. III. Garantia de paridade de gênero e dos segmentos LGBTT É necessário definir critérios de participação que garantam a pluralidade e a diversidade de orientação sexual e identidade de gênero, desde as conferências estaduais (e nas municipais, onde houver). Com este objetivo a Liga Brasileira de Lésbicas defende a inclusão do critério da isonomia entre os diversos segmentos do movimento, ou seja, 20% de delegadas lésbicas, 20% delegados gays, 20% delegadas/os bissexuais, 20% delegadas/os transexuais e 20% delegadas/os travestis.Nos casos em que algum segmento deixar de preencher as vagas que lhe são destinadas, estas deverão se repassadas igualitariamente para os demais segmentos. IV. Autonomia da sociedade civil organizada frente à representação governamental Lutamos por políticas públicas universalizantes, que garantam o acesso e a qualidade dos serviços de saúde, educação, trabalho, assistência social, cultura, emprego e renda, bem como assegurem os direitos humanos fundamentais.Para assegurar os direitos aqui elencados a Conferência Nacional não pode ser mero instrumento de ratificação das políticas governamentais existentes, sob pena de desperdiçar esta oportunidade histórica de consolidar o processo de reconhecimento da população LGBT como sujeitos de direitos.Isto posto, é fundamental que a representação da sociedade civil na organização da conferência mantenha sua autonomia frente aos governos, com uma participação crítica e qualitativa que garanta uma Conferência a altura do que o movimento vem acumulando desde a luta pela redemocratização do nosso País. V. Nossos compromissos Coerentes com os princípios que norteiam nossa ação, nós da LBL afirmamos nosso compromisso com a realização da I Conferência Nacional LGBTT na expectativa de que ao final deste processo tenhamos avanços e conquista para celebrar.
LBL – uma breve apresentação
A LBL tem como princípios o pluralismo, a autonomia, autodeterminação e liberdade, a democracia, a solidariedade; a transparência; a horizontalidade; a liberdade de orientação e expressão afetivo-sexual; a defesa do Estado laico; a defesa dos princípios feministas e suas bandeiras; a visibilidade lésbica; uma posição anti-racista; uma posição anticapitalista.Como expressão do movimento social, de âmbito nacional, a LBL se constitui como espaço autônomo e não institucional de articulação política, anticapitalista, anti-racista, não-lesbofóbica e não-homofóbica e de articulação temática de mulheres lésbicas e bissexuais, pela garantia efetiva e cotidiana da livre orientação e expressão afetivo-sexual. Criada em janeiro de 2003 durante o Fórum Social Mundial, a LBL tem se fortalecido e atuado para alcançar a sociedade desejada por todas. Uma sociedade livre de discriminações, onde nenhuma forma de amor seja passível de preconceito ou discriminação.
Saiba como será a VI Caminhada de Lésbica e Bissexuais de SP. Leia e participe!
A Liga Brasileira de Lésbicas - http://br.youtube.com/watch?v=rEPUjKPhp1g (o vídeo foi retirado a pedido de uma das mulheres que aparecia nele) Veja o vídeo sobre a LBL. O vídeo foi parte da defesa de mestrado de Célia Selem em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília, intitulado: "A Liga Brasileira de Lésbicas: produção de sentidos na construção do sujeito político lésbica", sob orientação da Prof. Dra. Tania Navarro-Swain.
Direção: Maria Angelica Lemos
Em São Paulo, a V Caminhada será na véspera da 11a. Parada do Orgulho GLBT, no sábado, 9 de junho. Shopping Paulista.
------------------------------------------------------------------------------------- V Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo Sábado 9 de junho 14h30Cidadania, Direitos e Políticas Públicas: Por uma sociedade sem machismo, racismo e lesbofobia Pelo quinto ano consecutivo, as lésbicas de São Paulo realizam uma manifestação própria, na véspera da parada em que se comemora o Dia do Orgulho LGBTT. O principal intuito é ampliar a visibilidade das mulheres lésbicas e bissexuais, comemorar conquistas, lutar por direitos e contra a lesbofobia. Num ano em que se amplia o debate sobre autonomia das mulheres em relação ao seu próprio corpo, sobretudo devido a discussão do aborto, as lésbicas e bissexuais também querem dizer não à ingerência do Estado, da Igreja, do mercado e da sociedade machista sobre o corpo da mulher. Basta de imputar culpa às mulheres! Por um Estado Laico, Democrático e com Justiça Social. Nesta V Caminhada, as Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, querem juntar-se a todas as mulheres para exigir uma sociedade que respeite as diferenças e elimine as desigualdades sociais, econômicas e culturais em nosso País, com as mesmas oportunidades para todas. Sabemos que as maiores vítimas da discriminação são as mulheres, lésbicas, negras e pobres. Estamos em busca da igualdade de gênero, racial e da livre expressão sexual, em comunhão com os princípios feministas. A organização é da Liga Brasileira de Lésbicas de São Paulo e conta com o apoio da APOGLBT, de Sindicatos (Enfermeiros/SP, Construção Civil/ABC, APEOESP), do Observatório da Mulher e do Movimento feminista de São Paulo. Espera-se a participação de mulheres de outras cidades e Estados, que serão recepcionadas pela Fuzarka Feminista na concentração, DJs Eride e Camila e com o som de Tânia Cristina & convidadas no encerramento. Serviço: V Caminhada de Lésbicas, Bissexuais e Simpatizantes 9 de junho de 2007 - sábado Concentração ás 14h30, na Praça Osvaldo Cruz (início da Av. Paulista), caminhada até o MASP Assessoria de Imprensa: Terezinha Vicente Ferreira(11) 9629-4892 - Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ---------------------------------------------------
Em Brasília a Festa da LBL/DF – Liga Brasileira de Lésbicas, Regional DF |