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Grupo em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual Imprimir E-mail
Recife/PE Caixa Postal: 168
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O DIVAS - Grupo em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual, como organização feminista voltada para a emancipação política e afetivo-sexual das mulheres lésbicas e bissexuais, foi fundado, em 25 de maio de 2003, por um grupo de mulheres lésbicas e bissexuais indignadas com a opressão vivida pelas mulheres lésbicas nos múltiplos espaços como família, trabalho, lazer, educação, saúde e outros. A ausência de políticas públicas; a negação do direito à cidade, no sentido do não usufruto da coisa pública como se não existissem ou como se pudessem existir apenas aprisionadas em quatro paredes mobilizou estas mulheres a se organizarem pelo direito à livre orientação e expressão sexual. A invisibilidade é uma das formas mais cruéis de violência, no caso, a violência simbólica. Em 10 de fevereiro de 2004, transformaram-no em Instituto, (DIVAS - Instituto em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual) como entidade civil de direito privado sem fins lucrativos, objetivando agregar à militância pela livre orientação e expressão sexual a ação de pesquisa e de condução de processos educativos na área dos direitos sexuais e direitos reprodutivos como direitos humanos. Somente em 28 de maio de 2004 conquistou legalmente personalidade jurídica.

O DIVAS não dispõe, atualmente, para a realização de suas atividades, de uma sede, nem de equipamentos, nem quadro de pessoal remunerado, sendo todas as intervenções realizadas por colaboradoras, sócias e ativistas.

MISSÃO:

"Contribuir para proteção, promoção, informação, mobilização, organização, representação e defesa da emancipação política e afetivo-sexual das mulheres lésbicas e bissexuais."

PRINCÍPIOS:

I. Combate a todas as formas de opressão, traduzidas pelas manifestações de preconceito e discriminações através da lesbofobia, homofobia, racismo, patriarcado, diferenças físicas e diferenças geracionais, imposição de um padrão estético de beleza;

II. Combate às explorações de classe, pela construção de uma sociedade anti-capitalista;

III. Eqüidade de gênero, na perspectiva do rompimento com todas as formas de relações de poder desiguais: entre homens e mulheres, mulheres e mulheres e, homens e homens (heterossexuais, homossexuais e bissexuais);

IV. Respeito à livre orientação e expressão afetivo-sexual, na perspectiva do rompimento da heterossexualidade compulsória e na positivação da lesbianidade como uma expressão da sexualidade humana;

V. Postura anti-racista, na perspectiva de radicalizar valores e práticas afirmativas das culturas afro-descendentes;

VI. Compromisso com os princípios feministas: autonomia, auto-determinação e controle sobre o próprio corpo pelas mulheres;

VII. Respeito aos direitos humanos que incluem os direitos econômicos, sociais, civis, culturais, políticos e sexuais;

VIII. Desenvolvimento sustentável e humano, na perspectiva da construção de uma sociedade anti-capitalista e ecologicamente sustentável.

OBJETIVOS ESTRATÉGICOS:

1. FORMAÇÃO E ORGANIZAÇÃO POLÍTICA: Contribuir para a formação e organização política de mulheres lésbicas e bissexuais como sujeitos políticos, nas questões relativas à livre orientação e expressão afetivo-sexual.

2. DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIAS: Desenvolver metodologias para a intervenção sócio-educativa no campo da sexualidade humana, dos direitos sexuais, da liberdade de orientação sexual, da diversidade sexual e do combate a lesbofobia/homofobia.

3. ESTUDOS E PESQUISAS: Promover e realizar estudos e pesquisas sobre a sexualidade humana, nos campos das diferentes expressões afetivo-sexuais - a homossexualidade, a bissexualidade e a heterossexualidade.

4. INTERVENÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS: Contribuir na formulação, proposição e controle social das políticas públicas, prioritariamente nas áreas de educação e saúde, na perspectiva da garantia dos direitos sexuais e reprodutivos dos seguimentos LGBT - lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

5. CULTURA: Promover e implementar ações sócio-culturais que oportunizem o reconhecimento das mulheres lésbicas e bissexuais enquanto sujeitos políticos diante do conjunto da sociedade e do estado.

6. ARTICULAÇÃO POLÍTICA: Articular as múltiplas formas de opressão, que atingem as mulheres lésbicas e bissexuais na vivência e expressão de sua orientação sexual à luta de outros segmentos oprimidos e explorados da sociedade.

7. ATENDIMENTO E ORIENTAÇÃO AO PÚBLICO: Atender, orientar e encaminhar questões relativas à garantia dos direitos das mulheres lésbicas e bissexuais.

8. COMUNICAÇÃO: Construir e desenvolver uma política de comunicação do DIVAS visando qualificar a intervenção institucional na perspectiva da luta pelo direito à livre expressão e orientação sexual.

9. SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL: Construir uma política de captação e geração de recursos para consolidar a estruturação administrativo-financeira e garantir a implementação das políticas de intervenção do Instituto DIVAS.

Projeto em andamento:

"Educar para o Respeito à Diversidade Sexual: desconstruindo preconceitos, tabus e opressões".

Este projeto piloto está sendo executado em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e realizado na Escola Estadual Almirante Soares Dultra visa contribuir para uma educação não-homofóbica, envolvendo professores(as), alunos(as) e familiares. Conta com o apoio da Ação para um Mundo Solidário.

Coordenação Geral: Marylucia Mesquita

Coordenação de Formação Política e de Pesquisa: Silvana Mara e Marylucia Mesquita

Formação Pedagógica: Cida Fernandez

Apoio das militantes voluntárias: Aina Bosch, Anamaria Lira de Lima e Raquel Berenguer