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Porto Alegre / RS
A ACARMO LBT Negritude, é uma associação sem fins lucrativos, com foro na cidade de Porto Alegre, que nasceu através da ação de cinco (05) lésbicas e duas(02) bissexuais que sentindo no seus dia-a-dia o preconceito racial e lesbofóbico nas suas comunidades organizaram-se para em conjunto informar, capacitar e formar agentes de Direitos Humanos nas comunidades, difundindo a cultura LBT através da ótica lésbica-feminista-libertária de negras da periferia e região metropolitana de Porto Alegre.
Somos uma associação de lésbicas e bissexuais feministas liberárias que acreditam no investimento na educação e geração de renda, para que, a desigualdade social da comunidade LBT Negra resgate sua cidadania e auto-estima. Isso se dá nas diversas áreas, como: artes plásticas, redução da violência doméstica, vestuário, artesanato, teatro, música, publicações sobre DST-AIDS, Direitos sexuais e reprodutivos,saúde, controle social, Lesbofobia, escola de formação para ativistas sociais e do movimento negro em relação à homossexualidade, palestras para a comunidade, escolas e universidades, formação e capacitação em políticas públicas para negras e negros lgbt, reintegração social para ex- apenada (o)s, incentivando coletivos de Economia Popular Solidária,pesquisas entre outras iniciativas que tenha como objetivo incorporar a comunidade excluída dos debates elitistas proposto para acompanhar a comunidade Lésbicas, Bissexuias e Transgêneras negras da periferia de Porto Alegre / RS
A ACARMO LBT Negritude, está se preparando para ser um Centro de referência Cultural para difundir a cultura LBT feminista Autônoma.
Coordenação Geral: Leila Lopes
vice-presidente: Jocelaine Rodrigues Lopes
secretária: Norimar das Neves Siqueira
Segunda secretária: Fatima Oliveira
Coordenação financeira: Maria Odete Bento
Segunda tesoureira:Marion Castro
CANDACE
Coletivo Nacional de Lésbicas Negras
Feministas Autônomas
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A criação do Coletivo de lésbicas negras feministas autônomas - CANDACE, ocorrou no VII Encontro de lésbicas latino- americanas e caribenhas – VII ELFLC, Santiago-Chile. O Coletivo nasce para fazer uma reflexão e propor o debate aberto, despretensioso e sincero sobre a questão das lésbicas negras, no movimento de mulheres negras, bem como extrapolar fronteiras preconceituosas e lesbofóbicas existentes no movimento negro em geral, para seguidamente juntas/os enquanto negras e negros, oprimidos pela segregação racial, lutarmos por uma sociedade democrática radicalmente pluralista, multicultural e solidária, que abarque o Estado, a sociedade, a família e as relações amorosas.
Este coletivo, acredita que as questões raciais, o sexismo, são problemas que não afetam apenas as mulheres e os negros, mas toda a sociedade, pois são fontes de injustiça , de intolerância, de violência, de fraturas, enfraquecendo todo o potencial de solidariedade e sociabilidade que todos nós como seres humanos possuímos.
Queremos desconstruir esta forma imposta de se fazer política, a busca da posição dominante a qualquer custo, o vale-tudo, para derrotar oponentes – seja pelas heterossexuais, seja pelos homossexuais. Queremos partilhar democraticamente todos os tipos de poderes, construir solidariedade na diferença, no diálogo, escutar ativamente e reciprocamente, acreditamos no respeito mútuo, no sentimento de igualdade moral e política entre as pessoas.
Para alcançarmos este objetivo, devemos colocar a questão da lesbianidade na discussão racial como ordem do dia, reconhecendo que a lésbofobia racial existe e deve ser denunciada e combatida, principalmente entre nosso movimento negro. Queremos através deste coletivo colocar em prática a verdadeira libertação sexual, incorporando valores históricos de nossa etnia, lutamos para que a sociedade brasileira assuma definitivamente sua identidade pluriracial e seja também expressa pela nossa cara, lésbica negra!
Gênero e raça são eixos estruturantes dos padrões de desigualdades e exclusão social no Brasil. É impossível eliminar esses padrões de desigualdade e exclusão sem enfrentar –ao mesmo tempo – as desigualdades e a discriminação de gênero e de raça e principalmente devemos acordar que para eliminarmos estas desigualdades devemos debater profundamente a questão das lésbicas negras para que assim possamos caminhar juntos nesta luta pela igualdade racial.
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