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Conscienciência Lésbo-feminista Negra Imprimir E-mail

 

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DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Nesta data, nós lésbicas negras feministas temos ainda muito que repudiar.

Repudiamos a forma eurocêntrica no tratamento às questões das cotas nas universidades brasileiras,

Repudiamos a informalidade das mulheres negras no mercado de trabalho,

Repudiamos os salários de negras e negros abaixo do mercado,

Repudiamos o descaso com o orçamento a saúde da população negra,

Repudiamos o tráfico de seres humanos, principalmente de adolescentes e jovens negras do Brasil e da America Latina e Caribe;

Repudiamos o tráfico de seres humanos para retirada de órgãos;

Repudiamos ações das Polícias e do Exército nas favelas do Rio de Janeiro e na Periferia de São Paulo que não respeitam as cidadãs e cidadãos trabalhadores e moradores destas comunidades;

Repudiamos a criminalização dos movimentos sociais;

Repudiamos a Lésbofobia, Homofobia e Transfobia;

Repudiamos parlamentares que não regulamentam a PL 122.

Repudiamos os parlamentares que querem negociar o Estatuto da Igualdade Racial.

Repudiamos a não Legalização do Aborto;

Repudiamos experiências com nossas jovens adolescentes em relação ao planejamento familiar;

Repudiamos a xenofobia, o preconceito e todas as formas de discriminações correlatas.

Mas queremos neste dia também comemorar pela vitória do povo negro,

a vingança de nossos ancentrais

com a vitória histórica de Obama!

Tudo retorna as origens...

Da áfrica o homem se originou

E para a áfrica americana o homem se glorificou.

Mas repudiamos o capitalismo que perpetua as ditaduras patriarcais,os individualismos,

O sexismo e as desigualdades sociais.

Dia 20 de novembro

Dia da consciência negra.

LUTAREMOS SEMPRE, POIS CONTAMOS COM NOSSOS ANCESTRAIS!

SARAVÁ!

Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas

Candaces BR

 

I Conferência Estadual GLBTT do Rio Grande do Sul

Prezad@sPrezad@s:Estamos encaminhando, em anexo, a ficha de inscrição para a I Conferência Estadual GLBTT do Rio Grande do Sul que será realizada nos dias 16 e 17 de maio na Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre. No encontro serão discutidas políticas públicas para ampliação da cidadania de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, articular o lançamento do Plano RS sem Homofobia e eleger delegados para a I Conferência Nacional GLBT que será realizada em Brasília, entre os dias 5 a 8 de junho.

O evento é promovido pela Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social, com a participação de diversas entidades da sociedade civil GLBTT do RS.Você pode preencher e enviar a ficha de inscrição em anexo pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ou tirar suas dúvidas pelo telefone (51)3288-6615 Programação:

Dia 16
16h até 19h - Credenciamento
18h 30min - Abertura
19h 30min - Palestra
20h 30min até 22h- Leitura Do Regimento

Dia 17
9h até 10h - Credenciamento
9h até 10h - Inscrição de Chapas
10h até 12h 30min - Grupos de Trabalho
12h 30 min até 13h 30min - Intervalo
13h 30min até 15h 30min - Apresentação das Propostas e Votação
15h 30min até 16h - Intervalo
16h até 18h - Votação e Homologação de Delegados

Informações podem ser obtidas pelo telefone (51)3288-6615 ou pelo e mail
Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Ou, AINDA, a ficha de inscrição e outros dados da I Conferência Estadual GLBT estão disponíveis no LINK abaixo:http://www.sjds.rs.gov.br/portal/index.php?menu=biblioteca_viz&cod_biblioteca=61&cat=CONFERENCIA_GLBTT

Ficha de Inscrição para a I Conferência Estadual de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais

1 – Assinale uma opção

( ) Sociedade Civil ( )Poder Público

2 – Nome de Registro:

3 – Nome Social (Crachá):

4 – Gênero

( ) Masculino ( ) Feminino

5 – Identidade de Gênero

( ) Travesti ( ) Transexual ( ) Transgênero ( ) Nenhuma destas categorias identitárias

6 – Orientação Sexual

( ) Homossexual ( )Gay ( ) Lésbica ( ) Bissexual ( ) Heterossexual

7 – RG: 8 – Órgão Expedidor:

9 – Data de Nascimento:

10 – Endereço:

11 – Cidade:

12 – Telefone

Residencial: ( ) Comercial: ( ) Celular: ( )

13 – e-mail:

14 – Entidade, ONG ou Órgão Governamentel que faz parte:

15 – Cor/Raça/Etnia (segundo dados do IBGE):

( ) Branca ( ) Negra ( ) Parda ( ) Amarela ( ) Indígena

16 – Escolaridade

( ) Prefiro não responder. ( ) Fundamental ( ) Fundamental Incompleto ( ) Médio ( ) Médio Incompleto ( ) Superior ( ) Superior Incompleto ( ) Pós-Graduação ( ) Mercado ( ) Doutorado

17 – Estado Civil

( ) Solteira (o) ( ) União Estável ( ) Companheira (o)

Após o preenchimento, favor enviar para o e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ou pelo fax (51) 3288.6645

Informações: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ou (51) 3288.6615

OBS.:

Art. 22 –

§ 3º No ato de votar, a/o participante apresentará seu crachá de identificação juntamente com um documento que possua foto e assinatura, sendo o crachá rubricado pelas(os) integrantes da mesa receptora dos votos, após assinar a lista de votação.

Art. 23 –

IX - somente poderão concorrer à vaga de delegada(o) para a I Conferência Nacional GLBTT, as(os) delegadas(os) com vínculos e com participação efetiva em ONGs GLBTT, movimentos sociais GLBTT e trabalhos individuais vinculados ou direcionados ao público GLBTT, comprovados por intermédio de atestados das entidades em que participam ou trabalham, e ter participação efetiva no GTs da I Conferência Estadual GLBTT do Rio Grande do Sul.

 

 

 

Seminário Nacional da Promoção e Controle Social da
Saúde das Lésbicas Negras.


Câmara de Vereadores de Porto Alegre

Teatro Glênio Peres

11, 12 e 13 de dezembro 2007

9h30min
PROGRAMAÇÃO.
Dia 11/12
09h30min – Mesa de Abertura: Política Nacional
de saúde integral da População Negra.
14h00min – Ampliando o pensar e o agir em saúde
nas desigualdades por raça/cor, lesbianidade e prevenção
em DST/HIV-AIDS.
16h50min – o Pacto nacional pelo enfrentamento á violência
contra a mulher.
18h00min. - Construindo um Espaço de Articulação em
Promoção e Saúde das Lésbicas Negras.
19:15 – lançamento Livro: Jurisprudência LGBTT

Dia 12/12
Oficina prática em Fitoterapia e ações quilombolas.
Local: Quilombo dos Alpes.

Dia 13/12
Oficina - Campanha pela Legalização do Aborto.
10h00min ás 17h00
Local: COMDIM – Conselho Municipal dos Direitos da Mulher
Gal. Malcom – 6º andar / Porto Alegre/RS
Tel.: (51) 3286-3692
Inscrições Limitadas
Para acessar programação completa: www.acmun.org.br ou www.acarmo.org.com/candace
Favor confirmar sua presença pelo seguinte contato:
Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ou pelo telefone: (051) 920 41156.
FICHA DE INSCRIÇÃO SEMINÁRIO DA PROMOÇÃO DO
CONTROLE DA SAÚDE DAS LÉSBICAS NEGRAS
Seminário Nacional da Promoção e Controle da Saúde
das Lésbicas negras -13,14 e 15 de Dezembro de 2007.
Vagas:80 pessoas
Período de Inscrição:01/10/2007 à 10/12/2007
Como se inscrever:
As inscrições deverão ser realizadas por Internet
através do envio da ficha de inscrição (em anexo) para o e-mail:
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Critério de seleção:As vagas serão preenchidas obedecendo aos
seguintes critérios:
militância em controle sócial no movimento de
lésbicas/feministas e de mulheres negras- militância nos
movimentos sociais.
Serão oferecidos certificados ao final do Seminário para
aquelas pessoas que tiverem no mínimo 80% de presença.

Realização: Coletivo Nacional de Lésbicas Negras
Feministas Autônomas - CANDACE BR
Parcerias: Associação Cultural de Mulheres Negras – ACMUN,
Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras e Saúde,
CRIOLA – Organização de Mulheres Negras,
Grupo Arco-Iris (RJ),
AMNB - Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras,
Câmara de Vereadores de Porto Alegre,
ACARMO LBT NEGRITUDE,
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – COMDIM,
MLB, MNU-PE, UNEGRO,
Fundação do Patrimônio Históricoe Artístico de Pernambuco,
Cpers Sindicato, Sintrajufe, Quilombo dos Alpes,
Católicas pelo Direito de Decidir, LBL-RS.

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO(preencha todos os campos para validar
sua participação)
Nome Completo:
RG:
Raça/Cor: ( )branca ( )preta ( )parda ( )amarela ( )indígena
Sexo: ( ) feminino ( ) masculino
Escolaridade: Idade:
Profissão/ocupação:
Organização/Movimento
Endereço:
Bairro: Cidade:
CEP: UF:
E-mail:
Telefones de contato com DDD:
Expectativa sobre o Seminário:
Leia as informações abaixo:

1.O valor de inscrição, que deverá ser pago no primeiro dia do Seminário,
na retirada do material.

1. Será realizada uma seleção para concessão para a oficina de
Legalização do Aborto dia 13/12, considerando o número
limitado para 30 pessoas.


PROGRAMAÇÃO LAI LAI APEJO IV – 2007
13/12 – Quinta-Feira
18 h Mesa de Abertura
Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Estadual do RS,
Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, SEPPIR,
CODENE/RS, CNS, ACMUN
18h30m Conferência: “O Racismo como fator impeditivo para
efetivação dos direitos e da democracia”
Dra. Dalila de Souza - Universidade de Spelmann College – Atlanta/EUA
20h Programação Cultural - Mariete Fialho e Jorge Foques
20h30m Coquetel
14/12 – Sexta-Feira
8h30m “Saúde da População Negra: desafios para o controle social”
Coordenação de Mesa: Silvia - SINDISPREV
Dra. Jurema Werneck - Médica, Conselheira Nacional de Saúde,
Coordenadora de CRIOLA organização de mulheres negras,
Articulação Mulheres Negras Brasileiras.
10h “Mulheres Negras e o HIV/Aids no Brasil e nos Estados Unidos
”Coordenação de Mesa: Elaine Soares/ACMUN
Dra. Kia Lilly Kaldwel – Profª Depto. de estudos africanos e
afro-americanos na University of North Carolina-Chapel Hill –
Estados Unidos
10h45m Coffee Break
11h Mini - Conferências
Sala 1 – Religião Afro e SaúdeCoordenação:
Baba Dyba de Yemanja – Africanamente/RS-
Claudia Rosa – CANDACE/SP- Maria José Pereira da Silva –
Centro de Formação para a Cidadania AKONI – MA
Sala 2 – Juventude Negra e Saúde
Coordenação: Miryan Elizabeth Suarez Garcia –
Mizangas Mujeres Jovenes Afro – Uruguay-
Taís Sampaio (Pérola) - Coordenadora Estadual do ENJUNE/RS-
Renato Cláudio dos Santos Júnios – Juventude MNU/RJ
Sala 3 - Mídia e Comunicação para o Controle Social
Coordenação: Nilza Iraci - Gelédes –
Instituto da Mulher Negra-
Isabel Clavelin – Comunicação Social da SEPPIR- Jeanice Ramos –
Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do
Rio Grande do Sul.
12h30m Almoço
14h “Nações Unidas e o enfrentamento da disseminação do
HIV/Aids entre as mulheres negras”Coordenação de Mesa: Francisca Bueno/ACMUN
Dra. Maria Inês Barbosa – UNIFEM-
Dra. Fernanda Lopes – UNFPA- UNICEF- UNESCO
15h45m “Políticas Públicas em Saúde da População Negra”
Coordenação de Mesa: Simione de Fátima César da Silva –
Depto. de Ações Estratégicas e Participativa – Ministério da Saúde/Brasil-
Carmelo Andrés Urisoste Gallego –- Programa SIDA/Uruguay-
Karen Bruck – Programa Nacional de DST/Aids/Brasil
16h45m Coffee Break
17h “América Latina e a saúde da população negra:
Um olhar da sociedade civil “ -Maria Del Pilar Audante Velásquez
- Programa de Desarrolo de La Mujer Afro Peruana de ASONEDH
- Peru -Carlos Alvarez – Asociacion Civil África y su Diáspora –
Argentina-Greta Narda Stucchi Pena- Organização de Afro
descendente de San Benito de Palermo - Chile
18h30m Lançamento do Manual de Controle Social de CRIOLA/RJ
15/12 – Sábado
8h30m
“Estratégias para o Controle Social”
-Jose Marmo - Rede de Religiões Afro e Saúde-
Cleusa Aparecida da Silva – Casa Laudelina –
Articulação de Mulheres Negras Brasileiras.
-Maria Lúcia da Silva - AMMA - Negritude e Psique
10h30m Coffe Break
11h Carta de Intenções – Sociedade Civil e Governo
12h Encerramento

 
Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas Imprimir E-mail

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CARTA de APRESENTAÇÃO

candace_logoNa escuridão da noite
Meu corpo igual
Fere perigos
Adivinha recados
Assovios e tantãs (...)
(1)

Quando nos arrastaram da África para os portos do Haiti, Jamaica, Cuba, Mississipi e Brasil, não sabiam que nossos corações separados continuariam a bater como se tivessem em um só corpo. E que nossas vozes, mesmo fraturadas, continuariam cantando em uníssono.
(2)

Falar de lesbianidade e negritude e dar expressão ao nosso corpo, e percebemos nossa sensibilidade, nossa vulnerabilidade, nossa transcendência.
É difícil falar da lesbianidade negra, pois estamos falando de nosso corpo estético –político – marcado por experiências pessoais singulares de exclusão e preconceito, pelos poderes sociais e hostis. (3)
Através da criação do Coletivo de lésbicas negras feministas autônomas, ocorrido no VII Encontro de lésbicas latino- americanas e caribenhas – VII ELFLC, Santiago-Chile, Nasce para fazer uma reflexão e propor o debate aberto despretensioso e sincero sobre a questão das lésbicas negras, no movimento de mulheres negras,bem como extrapolar fronteiras preconceituosas e lesbofóbicas existentes no movimento negro em geral, para seguidamente juntos enquanto negras e negros, oprimidos pela segregação racial, lutarmos por uma sociedade “democrática radicalmente pluralista,multicultural e solidária, que abarque o Estado, a sociedade, a família e as relações amorosas”.(4)
Este coletivo, acredita que as questões raciais, o sexismo, são problemas que não afetam apenas as mulheres e os negros, mas toda a sociedade, “pois são fontes de injustiça , de intolerância, de violência, de fraturas, enfraquecendo todo o potencial de solidariedade e sociabilidade que todos nós como seres humanos possuímos”.(5)
Queremos desconstruir esta forma imposta de se fazer política, a busca da posição dominante a qualquer custo, o vale-tudo, para derrotar oponentes – seja pelas heterossexuais, seja pelos homossexuais. Queremos partilhar democraticamente todos os tipos de poderes, construir solidariedade na diferença, no dialogo, escutar ativamente e reciprocamente, acreditamos no respeito mútuo, no sentimento de igualdade moral e política entre as pessoas.
Para alcançarmos este objetivo, devemos colocar a questão da lesbianidade na discussão racial como ordem do dia, reconhecendo que a lésbofobia racial existe e deve ser denunciada e combatida, principalmente entre nosso movimento negro. Queremos através deste coletivo colocar em prática a verdadeira libertação sexual, incorporando valores históricos de nossa etnia,lutamos para que a sociedade brasileira assuma definitivamente sua identidade pluriracial e seja também expressa pela nossa cara, Lésbica negra!
Gênero e raça são eixos estruturantes dos padrões de desigualdades e exclusão social no Brasil. É impossível eliminar esses padrões de desigualdade e exclusão sem enfrentar –ao mesmo tempo – as desigualdades e a discriminação de gênero e de raça e principalmente devemos acordar que para eliminarmos estas desigualdades devemos debater profundamente a questão das lésbicas negras para que assim possamos caminhar juntos nesta luta pela igualdade racial.

“Homossexuais negros sofrem dupla discriminação em função de sua cor e de sua orientação sexual. Também dentro da comunidade negra, a homossexualidade é vista como debilitante, como um ultraje à ordem social estabelecida e a imagem do homem negro que é tido como símbolo de masculinidade”. (6)
As lésbicas negras, bem como os gays negros sofrem violências físicas às vezes até a morte, porém o sofrimento psicológico pela negação da sua condição de ser do gênero feminino, de identidade e condição humana também.
O Coletivo quer sobre , o que é compreendido em primeiro lugar, que a lesbianidade, tal como a homossexualidade masculina “é uma categoria de comportamento possível apenas numa sociedade sexista, caracterizada por papéis sexuais rígidos e dominada pela supremacia do homem.Esses papéis sexuais desumanizam a mulher, definindo-nas como uma casta de apoio – serviço em relação à classe dominante dos homens e tornam os homens inválidos emocionais aos lhes exigir que sejam alienados dos seus próprios corpos e emoções de modo a executar eficientemente as suas funções econômicas - política -militares.A Homossexualidade é um produto secundário de uma forma particular de definir papéis (ou padrões aprovados de comportamento) com base no sexo, e como tal é uma categoria inautêntica (que não está de acordo com a” realidade “).Numa sociedade em que os homens não oprimissem as mulheres, e em que fosse permitida a expressão sexual seguir os sentimentos, as categorias homossexualidade e heterossexualidade iria desaparecer “.(7)
O Coletivo de Lésbicas Negras Feministas Autônomas, surge para aprofundar estes debates e por acreditar que a participação da lésbica negra deve estar em todos os setores dos movimentos sociais, espaços políticos e institucionais, entendido por nós como uma necessidade para conter a dominação dos grupos sociais minoritários, geralmente representado pelo macho-adulto.
Mesmo com as contradições internas no movimento feminista acreditamos que o mesmo tenha avançado e contribuído teoricamente sobre a lesbianidade, a partir do debate sobre sexualidade em geral. Ë nestes avanços que uma participação maior de lésbicas nos encontros nacionais e internacionais feministas que as contribuições nos processos de políticas públicas para as mulheres que as lésbicas negras organizam-se para a implantação e implementação deste debate no movimento feminista e na sociedade civil.Pois como lésbicas negras, “sabemos bem quanto trazemos em nós a marca da exploração econômica e de subordinação racial e sexual. Por isto, trazemos conosco a marca da libertação de todas e todos.” (8)

DOS PRINCÍPIOS DESTE COLETIVO
Este coletivo também denominado Candace –BR, através desta carta vem se apresentar à sociedade brasileira, com este conteúdo que é o queremos debater e com os seguintes princípios baseados em três vertentes, Racismo, feminismo e Classe.
- Autonomia
- Horizontalidade
- Transparência
- Radicalidade
- Ética
- Intolerância a violência, racismo, sexismo, lesbofobia.
- Autodeterminação
- Sororidade

NOSSOS OBJETIVOS

- Combater todas as formas de violência, lesbofobia e racismo.
- Incentivo a pesquisa sobre raça e lesbianidade.
- Lutar pela Inclusão social de lésbicas negras em saúde, moradia, geração, trabalho e renda, educação, comunicação comunitária, tecnologia, cultura e arte.

ORGANIZACÃO

Este está organizado horizontalmente por cinco comissões , onde as mesmas são escolhidas entre todas integrantes do coletivo em reunião anual do mesmo.

- Comissão moderadora
- Comissão de ética
- Comissão de articulação e projetos
- Comissão de cultura e arte.

Em especial alguma integrante poderá ser excluída da comissão, bem como do coletivo quando se fizer necessário através de uma carta justificativa acordada pela maioria das integrantes da rede ou na reunião anual.

DA PARTICIPACÃO NO COLETIVO

Participam deste coletivo, apenas lésbicas negras, convidadas pelas fundadoras associadas, devendo passar preencher ficha de adesão e passando por critério da comissão moderadora e só estará apta a responder pelo m,esmo após sua primeira participação no encontro anual.

DO CONSELHO NACIONAL E INTERNACIONAL

Participam deste conselho, feminista lésbica ou não, independente de sua raça-etnia, desde que o coletivo compreenda a importância da convidada para o avanço e o debate deste coletivo para com seus objetivos.

INTEGRANTES DO CONSELHO NACIONAL E INTERNACIONAL

Claudete Costa –RS
Silvana Conti –RS
Maria Angelica Lemos – SP e DF
Ochy Curiel – México
Érika – México
Ester – México
Julieta – Colombia
Cecilia –México
Celeste Vinet – Chile
Claudia – Chile

Apenas farão parte deste conselho mulheres convidadas por integrantes do coletivo que farão uma apresentação formal da convidada e a mesma preencherão a ficha de inclusão no conselho após debate interno do coletivo.

ASSINAM ESTA CARTA

Leila R. Lopes –R

Arielle Meirelles –RS

Maria Odete Bento –RS


Norimar das Neves Siqueira – RS


Fátima de Oliveira –RS


Solange Feliciano de Souza –RS


Anelise Quiroga -RS


Joelma Cezário –DF

Luana Ferreira -DF

Cintia fernanda Gomes - PE

Rivânia Rodrigues -PE

Verônica Lourenço -PB

Cintia Clara - GO

Marta Almeida Filha – PE

Marcia - SP

Atiele - SP

Aminwa do Ébano –SP

Roseli Macedo Silva – RN

Muito axé para todas e todos,
Coletivo de Lésbicas Negras Feministas Autônomas
21 de Março de 2007.

Referências bibliográficas

1. Meu corpo igual. Cadernos negros 15. São Paulo-Quilombo hoje – literatura 1992.

2. Write, Evelyn C. Oakland Califórnia – O livro da Saúde das mulheres negras_ nossos passos vem de longe –RJ, Pallos, Criola, 2000.

3. Werneck, Jurema. Mendonça, Maisa. Write, Evelyn C.- O livro da Saúde das mulheres negras_ nossos passos vem de longe –RJ, Pallos, Criola, 2000.

4. Silva, Benedita – Assistente social, discurso mesa “as mulheres negras no processo de colonização e sua reação durante este período, XIII encontro nacional feminista.

5. Silva, Benedita – Assistente social, discurso mesa, “As mulheres negras no processo de colonização e sua reação durante este período, XIII encontro nacional feminista.

6. Diéne, Doudou – relatório racismo, discriminação racial, xenofobia e todas as formas de discriminação,pg. 13, auto comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Outubro, 2005.

7. The woman – Identified woman, radical lesbian 1970.


8. González, Lélia. A importância da organização da mulher negra no processo de transformação social. Raça & dane (5). 2, Nov-dez 1988.

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Formação atual do CANDACE-BR

COLETIVO NACIONAL DE LÉSBICAS NEGRAS FEMINISTAS AUTÔNOMAS -

REGIÃO SUL
LEILA REGINA LOPES
ARIANE MEIRELES
MARIA ODETE BENTO
NORIMAR DAS NEVES SIQUEIRA
FÁTIMA DE OLIVEIRA
SOLANGE FELICIANO DE SOUZA
ANELISE QUIROGA

REGIÃO SUDESTE
AMINWÁ DO ÉBANO
ATIELY QUEEN
CLAUDIA ROSA
LUCIA CASTRO
LUANA CARDOSO
MARA MINIASSAN
MARCIA IZZO
JESICA ROSA

REGIÃO CENTRO OESTE
JOELMA CEZÁRIO

REGIÃO NORDESTE
MARTA ALMEIDA FILHA
MARYLUCIA MESQUITA
ROSELI MACEDO SILVA
FABIANA CRUZ FRANCO

CONSELHO NACIONAL
DORALICE SIMÕES
CLAUDETE COSTA
SILVANA BRASEIRO CONTI
MARIA ANGELICA LEMOS
CELIA ORLATO

CONSELHO INTERNACIONAL
OCHY CURIEL – MÉXICO
ÉRICA MONTESINOS – MÉXICO
JULIETA - COLÔMBIA
CECÍLIA - MÉXICO
CELESTE VINET – CHILE
CLAUDIA - CHILE
ARACELLI BELOTA - ARGENTINA

 

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