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MANIFESTO LÉSBICO FEMINISTA ANTI CAPITALISTA. Em 1948 a cultura patriarcal machista, redigiu a "Declaração Universal dos Direitos Humanos", mais conhecida como a "Declaração Universal dos direitos do HOMEM", numa demonstração fiel e explicita do sexismo vigente na cultura, na estrutura e na linguagem da sociedade Moderna.Nós, LÉSBICAS FEMINISTAS, acreditamos que o dia 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, seja uma data para além da visibilidade, para denunciar a discriminação, a lesbofobia o machismo, o racismo e o classismo em que esta sociedade se sustenta principalmente nos discursos científicos e religiosos que naturalizam e normatizam as famílias tornando-as nada mais que núcleos primários de reprodução das idéias conservadoras e da monogamia que faz o jogo do capitalismo.Nos propomos como Lésbicas Feministas, a "reparar" esse horrível e discriminatório fato acontecido 60 anos atrás, e consideramos que esta data é uma ótima oportunidade para, mais uma vez, apontar e denunciar esse patriarcado que nos oprime. Esse sistema homo-lesbo e transfóbico que gosta tanto de "ordens naturais" e que não faz mais do que cuidar das famílias consideradas bem concebidas. Para sair do discurso e entrar no campo da ação faremos, a partir de agora, a Declaração das Esquerdas Humanas, uma reparação não apenas lingüística, mas de fundo, à declaração de 1948. Nós, viragos, sapatas, femmes, sapas, sapatonas, thildes, bolachas, fanchas, laidys, machorras, caminhoneiras, bofinhos, fanchonas, tortilleras, LÉSBICAS, somos e queremos ser diferentes - anormais - pois não seguimos a norma heterossexual, branca, masculina burguesa e capitalista na qual se funda a hipócrita sociedade contemporânea ocidental. E assumir esta diferença e anormalidade impõe uma nova linguagem que explicite a nossa rebeldia. Toda vez que formos chamadas para obtermos "os mesmos direitos" falaremos em obter "esquerdas desiguais", pois são nas diferenças que encontramos nossa essência. Retiraremos de nosso vocabulário a palavra família, com todo o seu peso judaico-cristã, capitalista e monogâmico, e a trocaremos por "núcleos afetivos". Não queremos casamento, queremos uniões afetivas, não queremos hierarquia, queremos uma sociedade livre de fato, com todas as suas diferenças, livre de preconceitos e fobias, livre do peso da opressão sexista, machista, racista e capitalista. Manteremos e sustentaremos o direito aos nossos corpos, à nossa sexualidade, ao nosso prazer e a condição de expressá-lo com quem desejarmos e aonde desejarmos, como seres livres e soberanos que somos. Hoje após 40 anos daquele glorioso maio Francês, onde nossas precursoras se rebelaram queimando soutiens nas ruas, e através dos muros pichados gritávamos "imaginação ao poder", ousando nos tornar VISÍVEIS, queremos lembrar que continuamos a preferir ser metamorfoses ambulantes a ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Porto Alegre, 29 de agosto de 2008. Assinam este manifesto: COLETIVO DE LÉSBICAS NEGRAS FEMINISTAS -CANDACE BR, ACARMO LBT NEGRITUDE, Lésbicas Independentes, Fuxico de Terreiro, Mulheres Rebeldes, Outra Visão, Liga Brasileira de Lésbicas, Coletivo Nacional das Transexuais- RS, Pontão de Cultura Digital Minuano, REDE NACIONAL DA SAÚDE DAS LÉSBICAS NEGRAS (SAPATÁ). Sarava!Muito obrigada.

Em defesa da Participação Paritária de Negras e Negros LGBTTS na ICNLGBTT

A superação do Racismo é uma tarefa árdua que deve ser executada diariamente não apenas pelas pessoas que exercem cargos públicos e pela sociedade em geral, mas para todos e todas cidadãs e cidadãos que tem na sua pele a cor da exclusão, da indignação e trabalha por um país de menos privilégios e de mais direitos. O Brasil merece que as pessoas que atuam nos mais variados espaços coloquem-se a disposição da maneira mais simples que puderem, mas coloquem-se.

O Governo Federal, na figura do presidente Luis Inácio Lula da Silva quando cria em 2003 a Secretaria Especial de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, dá o primeiro passo na construção desta tão almejada igualdade. O presidente Lula reconheceu mais uma vez, - e não foi o único -, que o racismo existe em nosso país, mas, além disso, reconheceu que o papel do Governo Federal é contribuir para a superação do racismo.

Os processos das Conferências Nacionais possuem um caráter de autonomia e participação construtiva e conjunta dos setores institucionais e sociedade civil, para que estas conferências ocorram, muitos debates, argumentações, articulações e pressões políticas foram e são necessárias, pois Governo é topo e sociedade civil é ponta, a ponta, é o projeto político da participação popular.

O coletivo nacional de lésbicas negras feministas autônomas - CANDACE BR, em conjunto com o movimento negro organizado e parcerias sensíveis às questões da eliminação de todo preconceito e racismo, vem por meio desta orientar a comissão organizadora da I Conferência Nacional LGBT, em especial e principalmente as/os gestoras/es, do retrocesso político histórico imposto por esta comissão ao vetar a adoção de cotas para a comunidade negra LGBTT, critério adotado em todas as Conferências Nacionais até hoje realizadas. Queremos deixar aqui o registro que não nos sentimos representadas/os, pelo Movimento denominado Rede Afro LGBT,que desde o primeiro momento aceita ocupar um espaço de tamanha significância para o que a maioria das negras e negros LGBTT vem construindo à pelo menos uma década, que é a questão da luta pela eliminação de todos os preconceitos e racismo, defendido na conferência de Durban e tantas outras.

È admirável que apenas esta rede, que não tem a totalidade da representatividade política e social massiva dentro do Movimento LGBTTT Negro seja chamada para compor a Comissão Nacional de organização desta I Conferência LGBT representando a comunidade LGBT negra organizada, já que a mesma compactua em ter apenas uma (01) titularidade e uma (01) suplência e as outras redes reivindicaram e conseguiram ampliar de uma (01) para quatro (04), entre titulares e suplências, nos admira mais ainda esta rede defender a não cotização para delegadas negras e delegados negros nesta conferência, no mínimo esta rede não tem comprometimento com a luta da comunidade negra e pelas ações afirmativas e nitidamente não almeja ampliar as políticas públicas para esta comunidade.

Conforme Art. 7º “em ambas as etapas deverão ser asseguradas ampla representativa participação dos segmentos sociais, entidades, interessados e comprometidos com a promoção da cidadania e dos Direitos Humanos LGBTT, bem, como incorporar as dimensões de gênero, etnico-racial e geracional da sociedade brasileira”, porém, não é este o objetivo da ampla maioria desta comissão organizadora que acorda que este artigo para a delegação nacional é pauta vencida sob a argumentação de que representações percentuais etnicas-racias dividirão a comunidade LGBTT, uma falácia e novamente a face do racismo estampadas em toda a coordenação, articulação e comissão organizadora desta I Conferência.

Para nós do Coletivo Nacional de lésbicas Negras Feministas Autônomas – CANDACE-BR, esta argumentação não passa de uma tentativa objetiva de silenciar e excluir lideranças deste movimento que vêem nestes argumentos o preconceito racial ser exercido com o aval lastimável da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH e em certa medida desta única representação LGBTT negra nesta comissão, que está retrocedendo todo um processo histórico da luta da comunidade negra e LGBT.

Sabemos a quantidade e qualidade das inúmeras violações e discriminações que esta comunidade enfrenta em todos os setores de nossa sociedade, o machismo, a misogenia, o racismo e o sexismo ao qual a comunidade lésbica esta submetida dentro deste processo. Denominamos desrespeito e favorecimento privilegiado o convite feito a uma rede sem discurso e sem posição política definida, com o único intuito de forjar uma representação negra dentro da I Conferencia LGBT é um extremo desserviço para com os ideais da comunidade negra lgbtt.

Queremos salientar que na conferência da Igualdade Racial também haverá um eixo LGBTT, tudo isto fruto de muitas negras e negros LGBTTS e das mulheres negras, grandes parceiras nestas conquistas da militância LGBTT negra comprometida na eliminação e superação de todos os preconceitos, racismo e homofobia.

Nossa orientação é que esta Comissão Organizada reveja seus critérios, conceitos e preconceitos. Segundo Carlos Figueiredo, citado no livro do Dr. Ivair Alves dos Santos: “O movimento negro e o Estado” - a questão racial no Brasil, veio para ficar. Antes existia mais sob a forma de resistência pessoal. Hoje é o que há de novo na política... Agora não há mais como varrer isto, para debaixo do tapete!”“.

Nesta 1ª Conferencia Nacional LGBTT, espera-se que todos estes anos de luta contra todos os preconceitos não só homofobia, lesbofobia, transfobia, sejam os únicos paradigmas cerrados. Acreditamos que esta conferência nacional LGBTT possa ter a qualidade de” um novo começo de era, de gente fina elegante e sincera”, para verdadeira construção da cidadania LGBTT no Brasil.

Brasil, Fevereiro 2008

Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas – CANDACE BR.

www.acarmo.org.br/candace

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Assinaturas de apoio a esta carta

1) Rede Nacional da Promoção em Saúde das Lésbicas Negras - SAPATÀ

2) Projeto Fuxico de Terreiro – RS

3) Acarmo LGBT Negritude

4) UNEGRO - BR

5) Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

6) MNU - PE

7) LBL- RS

8) Africa y su Diaspora Asociacion – Argentina

A primeira campanha do Coletivo Feminista MARIAS
- Direitos iguais: nem mais nem menos, é uma ação
voltada ao combate de situações e ações que ferem
e agridem diretamente a nós MULHERES e em
especial às MULHERES JOVENS.
As Mulheres Jovens são vistas pela sociedade
machista, heterossexista e patriarcal como objetos
sexuais, descartáveis e escravas da mídia (que dita
normas e comportamentos), impondo modelos de
felicidade, geralmente ligados ao consumo.
Quando falamos em Direitos iguais, consideramos
a liberdade e a garantia das escolhas, pois sabemos
que na maioria das vezes, as mulheres são anuladas,
agredidas direta e indiretamente.
Essas agressões se dão na escola, na família, no
trabalho e outras relações sociais, deixando a mulher
em situação de vulnerabilidade.
Os discursos direcionados às mulheres jovens
apresentam mensagens diferenciadas entre homens
e mulheres, distinções que são construídas a partir
de papéis e estereótipos de gênero. Esses por sua
vez, frutos do patriarcado (o sistema de dominação
-exploração do homem sobre a mulher).
No mercado de trabalho, as mulheres (mesmo tendo
o mesmo nível escolar e/ou exercendo o mesmo
cargo) ganham menos que os homens,e quando
se trata de mulheres jovens negras a situação piora.
O mercado exige um padrão de beleza etnocêntrico,
Que exclui as trabalhadoras negras, aumentando o
número de jovens negras nos índices de desemprego
no Brasil.
Construir a consciência políticas entre as jovens
mulheres (lhes deixando conscientes de que são
sujeitos da própria vida e dignas de igualdade,
dignidade e direitos) deve ser o papel de entidades
como o Coletivo Feminista Marias.
A nossa campanha tem como objetivo, então, a
garantia dos direitos das mulheres, acentuando a
importância da participação de todas no processo
de construção do mundo que queremos, onde a
eqüidade entre os gêneros, a justiça igualitária e os
direitos humanos sejam para todas e todos.
Nem mais, nem menos!
O Coletivo Feminista Marias é uma organização
feminista que tem como objetivo lutar pelos direitos
das mulheres, debatendo questões de raça, orientação
e identidade de gênero, meio ambiente, e todos outros
temas que estejam ligadas à questão de gênero.
Erradicar todas as formas de opressões, discriminações
e demais ações que depreciem a imagem das mulheres
de forma geral, é um dos principais objetivos do Marias.
Faça parte do Marias e ajude a construir um mundo onde
A igualdade para todas e todos seja uma realidade.

O vestibular da Universidade Santa

Cruz, em Ilhéus, abordou a homofobia

como tema para sua prova de

redação. Os candidatos deveriam discorrer

sobre o tema a partir de uma

declaração do Ministro do Supremo

Tribunal Federal, Marco Aurélio de

Mello, na qual se manifestava a favor

da criminalização da homofobia.

Para a advogada do grupo "Humanos",

Jurema Barreto, os movimentos sociais

têm muito o que comemorar

com a atitude da Universidade.

"Escolas públicas e privadas agora percebem

que a discussão sobre identidade de

gênero e orientação sexual também são

parte da for-mação humanística e cultural

dos alunos".

Definido como uma celebração da

vida e da morte, A Excêntrica Família

de Antonia, vai além ao contar a

história de uma encantadora geração

de mulheres. Comandada por Antonia,

a saga familiar atravessa três

gerações, falando de força, de beleza

e de escolhas que desafiam o tempo.

Passear com Antonia por suas

paisagens modificadas a qualquer

momento pela força da imaginação e

conhecer seus curiosos personagens, o

filósofo pessimista, a filha lésbica, a

vó louca, o padre herege, a vizinha

que sofre abusos sexuais e os muitos

amigos que são acolhidos por sua

generosidade, vai nos fazer lembrar

do quanto ainda se pode fazer pelo

mundo, pela vida e por tudo que

existe em nós e precisa ser

modificado.

Falar do baixo nível das músicas

veiculadas na mídia atualmente

chega a ser redundância. Depois de

“um tapinha não dói” e “equinha

pocotó”, chega a vez da banda

baiana Samboeh que recebe,

merecidamente, nota zero nessa

primeira edição do Fanzine Marias. O

motivo é a música “pancadinha”.

Uma apologia escancarada à

violência contra à mulher. O Coletivo

Feminista Marias acredita que toda

forma de depreciação contra a

imagem das mulheres, seja ela

através de música, propaganda, ou

qualquer outra manisfestação

veiculada midiaticamente, deve ser

combatida e punida. Já parou pra

pensar que o alvo das “pancadinhas”

e “ t a p i n h a s ” d a s mú s i c a s

depreciativas é sempre a mulher?

Essa e outras perguntas devem ser

questionadas. As mulheres têm que

estar atentas e não tolerar que a

violência, em suas variadas formas

de manifestações, seja aceita.

“Eu gosto

Cê gosta

Ela gosta

Ele gosta (3x)

Pancadinha, pancadinha

Ela gosta de tomar pancadinha”

A Excêntrica Família

de Antonia

Ela gosta de tomar

pancadinha?

9,0

0

Nos dias 25 e 26 de janeiro, na Cidade

do Saber, a Prefeitura e os movimentos

de juventude organizada, realizarão

a 1ª Conferência Municipal de

Juventude. As Conferências são espaços

para se discutir e deliberar as políticas

públicas de setores específicos.

A Conferência de juventude ocorre a

cada dois anos e tem o sentido de

“conferir” os direitos da Juventude.

As Conferências também “conferem”

se os Conselhos de Direitos estão

cumprindo o seu papel. Em sua etapa,

deliberam e elegem delegados (representantes),

que defenderão as propostas,

levadas à instância seguinte

(estadual e federal). Precisamos criar

o nosso conselho Municipal de Juventude.

Um conselho é a Plataforma representativa

das organizações de juventude

abrangendo as mais diversas expressões

do associativismo juvenil (culturais,

ambientais, partidárias, estudantis,

sindicalistas e confessionais.

O Coletivo Marias estará presente na

Conferência Municipal de Camaçari e

espera que ela venha de fato traçar e

construir políticas públicas para a

Juventude camaçariense, levando

nossas propostas e deliberações em

nível estadual e nacional.

Existe hoje um grande debate sobre a

legalização do aborto. Falam sobre

onde começa a vida do feto, o que pode

e o que não pode, mas como disse o

ministro da saúde: “falta ouvir as

mulheres”. Muitos motivos levam uma

mulher a fazer um aborto, o que nunca

é uma experiência agradável para ela.

A discussão deve ir além de sobre onde

começa uma vida, mas sobre a opção da

mulher em levar uma gravidez e uma

maternidade em frente nas suas específicas

condições psíquicas, financeiras e

financeiras. Milhares de mulheres cidadãs,

muitas já mães morrem por realizar

abortos em situação de vio-lência

física e negligência institucional. Dessas

a maioria é de pobres e negras. O

estado não pode se omitir diante disso,

independente da diversidade e opiniões

pessoais de cada cidadã ou cidadão.

levante sua bandeira

Lésbicas negras apontam 15 recomendações para prevenção do HIV/Aids

27/12/2007 - 18:05

Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, na cidade de Porto Alegre (RS), o Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas (Candace BR) realizou o Seminário Nacional da Promoção e do Controle da Saúde das Lésbicas Negras. A iniciativa buscou impulsionar o pensar e o agir em relação à saúde desta população.

Durante seminário, foi formalizada a SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras, que nasce com o propósito de somar com a Rede Nacional do Controle da Saúde da População Negra. SAPATÀ é uma palavra em iorubá que significa “Orixá da saúde” e é um dos nomes dados a Omulú - Vodum da Terra, também conhecido por Xapanã ou Obaluaiê.

A SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras visa, também, a garantir em maior grau a eqüidade no que tange à efetivação do direito humano a saúde em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis e não-transmissíveis, incluindo aqueles de maior prevalência neste segmento populacional.

Feminização do HIV/Aids
O número de mulheres com DSTs/HIV-AIDS vem crescendo de forma alarmante, porém uma parcela desta população de risco é lésbica e negra, porém não havendo a seriedade na implementação do quesito raça/cor e orientação sexual nos cadastros de atendimento e muito menos incentivo a pesquisas que possam apontar dados concretos deste crescimento.

Por meio do Plano de Enfrentamento da Feminização da AIDS e do Pacto de Políticas Públicas para as Mulheres, as lésbicas negras elencaram as seguintes resoluções:

1. Incentivo à produção do conhecimento científico e tecnológico em saúde das lésbicas negras;
2. Promoção de ações pertinentes ao combate a lesbofobia e racismo e a redução das desigualdades étnico-raciais no campo da saúde;
3. Inclusão dos temas orientação sexual racismo e saúde das lésbicas negras nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores da saúde e no exercício do controle social na saúde;
4. Identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e lesbofobia incluído o assédio moral, no ambiente de trabalho;
5. Fomentar a realização de estudos e pesquisas sobre lesbianidade, racismo e saúde da população negra;
6. Aprimorar a qualidade dos sistemas de informação em saúde, por meio de inclusão dos quesitos orientação sexual e cor em todos os instrumentos de coleta de dados adotados pelos serviços públicos, os conveniados ou contratados pelo SUS;
7. Promoção do reconhecimento dos saberes e práticas populares de saúde, incluindo aqueles preservados pelas religiões de matrizes africanas;
8. Desenvolver processos de informação, comunicação e educação, que desconstruam estigmas e preconceitos que contribuam para a redução de vulnerabilidades;
9. Apoio técnico e financeiro para implementação desta política, incluindo as condições para: realização de seminários, oficinas, fóruns de sensibilização dos gestores de saúde;
10. Formação de lideranças lésbicas e negras para o exercício do controle social para que também possam estar presentes nos comitês técnicos de saúde da população negra, já implantados e que serão implementados nos estados e municípios;
11. Fomento à realização estudos e pesquisas sobre o acesso das lésbicas negras aos serviços e ações de saúde;
12. Articulação com as demais políticas de saúde, nas questões pertinentes às condições, características e especificidades das lésbicas negras;
13. Incentivo técnico e financeiro à organização de redes integradas de atenção às lésbicas negras em situação de violência sexual, lesbofobia, doméstica e intrafamilar.
14. Elaboração de materiais de informação, comunicação e educação sobre o tema da promoção e saúde das lésbicas negras, respeitando os diversos saberes e valores, inclusive preservado pelas religiões de matrizes africanas;
15. Apoio intersetorial para os projetos de saúde das lésbicas negras.

O Seminário Nacional da Promoção de Controle da Saúde das Lésbicas Negras foi realizado com apoio da Seppir e do Ministério da Saúde - Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Foi organizado pelo Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas, Projeto Fuxico de Terreiro e Associação Cultura Arte e Movimento, contando ainda com a parceria da ACMUN (Associação Cultural de Mulheres Negras).

Assessoria de Comunicação Social Seppir / PR

MANIFESTO LÉSBICO FEMINISTA ANTI CAPITALISTA. Em 1948 a cultura patriarcal machista, redigiu a "Declaração Universal dos Direitos Humanos", mais conhecida como a "Declaração Universal dos direitos do HOMEM", numa demonstração fiel e explicita do sexismo vigente na cultura, na estrutura e na linguagem da sociedade Moderna.Nós, LÉSBICAS FEMINISTAS, acreditamos que o dia 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, seja uma data para além da visibilidade, para denunciar a discriminação, a lesbofobia o machismo, o racismo e o classismo em que esta sociedade se sustenta principalmente nos discursos científicos e religiosos que naturalizam e normatizam as famílias tornando-as nada mais que núcleos primários de reprodução das idéias conservadoras e da monogamia que faz o jogo do capitalismo.Nos propomos como Lésbicas Feministas, a "reparar" esse horrível e discriminatório fato acontecido 60 anos atrás, e consideramos que esta data é uma ótima oportunidade para, mais uma vez, apontar e denunciar esse patriarcado que nos oprime. Esse sistema homo-lesbo e transfóbico que gosta tanto de "ordens naturais" e que não faz mais do que cuidar das famílias consideradas bem concebidas. Para sair do discurso e entrar no campo da ação faremos, a partir de agora, a Declaração das Esquerdas Humanas, uma reparação não apenas lingüística, mas de fundo, à declaração de 1948. Nós, viragos, sapatas, femmes, sapas, sapatonas, thildes, bolachas, fanchas, laidys, machorras, caminhoneiras, bofinhos, fanchonas, tortilleras, LÉSBICAS, somos e queremos ser diferentes - anormais - pois não seguimos a norma heterossexual, branca, masculina burguesa e capitalista na qual se funda a hipócrita sociedade contemporânea ocidental. E assumir esta diferença e anormalidade impõe uma nova linguagem que explicite a nossa rebeldia. Toda vez que formos chamadas para obtermos "os mesmos direitos" falaremos em obter "esquerdas desiguais", pois são nas diferenças que encontramos nossa essência. Retiraremos de nosso vocabulário a palavra família, com todo o seu peso judaico-cristã, capitalista e monogâmico, e a trocaremos por "núcleos afetivos". Não queremos casamento, queremos uniões afetivas, não queremos hierarquia, queremos uma sociedade livre de fato, com todas as suas diferenças, livre de preconceitos e fobias, livre do peso da opressão sexista, machista, racista e capitalista. Manteremos e sustentaremos o direito aos nossos corpos, à nossa sexualidade, ao nosso prazer e a condição de expressá-lo com quem desejarmos e aonde desejarmos, como seres livres e soberanos que somos. Hoje após 40 anos daquele glorioso maio Francês, onde nossas precursoras se rebelaram queimando soutiens nas ruas, e através dos muros pichados gritávamos "imaginação ao poder", ousando nos tornar VISÍVEIS, queremos lembrar que continuamos a preferir ser metamorfoses ambulantes a ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Porto Alegre, 29 de agosto de 2008. Assinam este manifesto: COLETIVO DE LÉSBICAS NEGRAS FEMINISTAS -CANDACE BR, ACARMO LBT NEGRITUDE, Lésbicas Independentes, Fuxico de Terreiro, Mulheres Rebeldes, Outra Visão, Liga Brasileira de Lésbicas, Coletivo Nacional das Transexuais- RS, Pontão de Cultura Digital Minuano, REDE NACIONAL DA SAÚDE DAS LÉSBICAS NEGRAS (SAPATÁ). Sarava!Muito obrigada.

Em defesa da Participação Paritária de Negras e Negros LGBTTS na ICNLGBTT

A superação do Racismo é uma tarefa árdua que deve ser executada diariamente não apenas pelas pessoas que exercem cargos públicos e pela sociedade em geral, mas para todos e todas cidadãs e cidadãos que tem na sua pele a cor da exclusão, da indignação e trabalha por um país de menos privilégios e de mais direitos. O Brasil merece que as pessoas que atuam nos mais variados espaços coloquem-se a disposição da maneira mais simples que puderem, mas coloquem-se.

O Governo Federal, na figura do presidente Luis Inácio Lula da Silva quando cria em 2003 a Secretaria Especial de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, dá o primeiro passo na construção desta tão almejada igualdade. O presidente Lula reconheceu mais uma vez, - e não foi o único -, que o racismo existe em nosso país, mas, além disso, reconheceu que o papel do Governo Federal é contribuir para a superação do racismo.

Os processos das Conferências Nacionais possuem um caráter de autonomia e participação construtiva e conjunta dos setores institucionais e sociedade civil, para que estas conferências ocorram, muitos debates, argumentações, articulações e pressões políticas foram e são necessárias, pois Governo é topo e sociedade civil é ponta, a ponta, é o projeto político da participação popular.

O coletivo nacional de lésbicas negras feministas autônomas - CANDACE BR, em conjunto com o movimento negro organizado e parcerias sensíveis às questões da eliminação de todo preconceito e racismo, vem por meio desta orientar a comissão organizadora da I Conferência Nacional LGBT, em especial e principalmente as/os gestoras/es, do retrocesso político histórico imposto por esta comissão ao vetar a adoção de cotas para a comunidade negra LGBTT, critério adotado em todas as Conferências Nacionais até hoje realizadas. Queremos deixar aqui o registro que não nos sentimos representadas/os, pelo Movimento denominado Rede Afro LGBT,que desde o primeiro momento aceita ocupar um espaço de tamanha significância para o que a maioria das negras e negros LGBTT vem construindo à pelo menos uma década, que é a questão da luta pela eliminação de todos os preconceitos e racismo, defendido na conferência de Durban e tantas outras.

È admirável que apenas esta rede, que não tem a totalidade da representatividade política e social massiva dentro do Movimento LGBTTT Negro seja chamada para compor a Comissão Nacional de organização desta I Conferência LGBT representando a comunidade LGBT negra organizada, já que a mesma compactua em ter apenas uma (01) titularidade e uma (01) suplência e as outras redes reivindicaram e conseguiram ampliar de uma (01) para quatro (04), entre titulares e suplências, nos admira mais ainda esta rede defender a não cotização para delegadas negras e delegados negros nesta conferência, no mínimo esta rede não tem comprometimento com a luta da comunidade negra e pelas ações afirmativas e nitidamente não almeja ampliar as políticas públicas para esta comunidade.

Conforme Art. 7º “em ambas as etapas deverão ser asseguradas ampla representativa participação dos segmentos sociais, entidades, interessados e comprometidos com a promoção da cidadania e dos Direitos Humanos LGBTT, bem, como incorporar as dimensões de gênero, etnico-racial e geracional da sociedade brasileira”, porém, não é este o objetivo da ampla maioria desta comissão organizadora que acorda que este artigo para a delegação nacional é pauta vencida sob a argumentação de que representações percentuais etnicas-racias dividirão a comunidade LGBTT, uma falácia e novamente a face do racismo estampadas em toda a coordenação, articulação e comissão organizadora desta I Conferência.

Para nós do Coletivo Nacional de lésbicas Negras Feministas Autônomas – CANDACE-BR, esta argumentação não passa de uma tentativa objetiva de silenciar e excluir lideranças deste movimento que vêem nestes argumentos o preconceito racial ser exercido com o aval lastimável da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH e em certa medida desta única representação LGBTT negra nesta comissão, que está retrocedendo todo um processo histórico da luta da comunidade negra e LGBT.

Sabemos a quantidade e qualidade das inúmeras violações e discriminações que esta comunidade enfrenta em todos os setores de nossa sociedade, o machismo, a misogenia, o racismo e o sexismo ao qual a comunidade lésbica esta submetida dentro deste processo. Denominamos desrespeito e favorecimento privilegiado o convite feito a uma rede sem discurso e sem posição política definida, com o único intuito de forjar uma representação negra dentro da I Conferencia LGBT é um extremo desserviço para com os ideais da comunidade negra lgbtt.

Queremos salientar que na conferência da Igualdade Racial também haverá um eixo LGBTT, tudo isto fruto de muitas negras e negros LGBTTS e das mulheres negras, grandes parceiras nestas conquistas da militância LGBTT negra comprometida na eliminação e superação de todos os preconceitos, racismo e homofobia.

Nossa orientação é que esta Comissão Organizada reveja seus critérios, conceitos e preconceitos. Segundo Carlos Figueiredo, citado no livro do Dr. Ivair Alves dos Santos: “O movimento negro e o Estado” - a questão racial no Brasil, veio para ficar. Antes existia mais sob a forma de resistência pessoal. Hoje é o que há de novo na política... Agora não há mais como varrer isto, para debaixo do tapete!”“.

Nesta 1ª Conferencia Nacional LGBTT, espera-se que todos estes anos de luta contra todos os preconceitos não só homofobia, lesbofobia, transfobia, sejam os únicos paradigmas cerrados. Acreditamos que esta conferência nacional LGBTT possa ter a qualidade de” um novo começo de era, de gente fina elegante e sincera”, para verdadeira construção da cidadania LGBTT no Brasil.

Brasil, Fevereiro 2008

Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas – CANDACE BR.

www.acarmo.org.br/candace

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Assinaturas de apoio a esta carta

1) Rede Nacional da Promoção em Saúde das Lésbicas Negras - SAPATÀ

2) Projeto Fuxico de Terreiro – RS

3) Acarmo LGBT Negritude

4) UNEGRO - BR

5) Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

6) MNU - PE

7) LBL- RS

8) Africa y su Diaspora Asociacion – Argentina

A primeira campanha do Coletivo Feminista MARIAS
- Direitos iguais: nem mais nem menos, é uma ação
voltada ao combate de situações e ações que ferem
e agridem diretamente a nós MULHERES e em
especial às MULHERES JOVENS.
As Mulheres Jovens são vistas pela sociedade
machista, heterossexista e patriarcal como objetos
sexuais, descartáveis e escravas da mídia (que dita
normas e comportamentos), impondo modelos de
felicidade, geralmente ligados ao consumo.
Quando falamos em Direitos iguais, consideramos
a liberdade e a garantia das escolhas, pois sabemos
que na maioria das vezes, as mulheres são anuladas,
agredidas direta e indiretamente.
Essas agressões se dão na escola, na família, no
trabalho e outras relações sociais, deixando a mulher
em situação de vulnerabilidade.
Os discursos direcionados às mulheres jovens
apresentam mensagens diferenciadas entre homens
e mulheres, distinções que são construídas a partir
de papéis e estereótipos de gênero. Esses por sua
vez, frutos do patriarcado (o sistema de dominação
-exploração do homem sobre a mulher).
No mercado de trabalho, as mulheres (mesmo tendo
o mesmo nível escolar e/ou exercendo o mesmo
cargo) ganham menos que os homens,e quando
se trata de mulheres jovens negras a situação piora.
O mercado exige um padrão de beleza etnocêntrico,
Que exclui as trabalhadoras negras, aumentando o
número de jovens negras nos índices de desemprego
no Brasil.
Construir a consciência políticas entre as jovens
mulheres (lhes deixando conscientes de que são
sujeitos da própria vida e dignas de igualdade,
dignidade e direitos) deve ser o papel de entidades
como o Coletivo Feminista Marias.
A nossa campanha tem como objetivo, então, a
garantia dos direitos das mulheres, acentuando a
importância da participação de todas no processo
de construção do mundo que queremos, onde a
eqüidade entre os gêneros, a justiça igualitária e os
direitos humanos sejam para todas e todos.
Nem mais, nem menos!
O Coletivo Feminista Marias é uma organização
feminista que tem como objetivo lutar pelos direitos
das mulheres, debatendo questões de raça, orientação
e identidade de gênero, meio ambiente, e todos outros
temas que estejam ligadas à questão de gênero.
Erradicar todas as formas de opressões, discriminações
e demais ações que depreciem a imagem das mulheres
de forma geral, é um dos principais objetivos do Marias.
Faça parte do Marias e ajude a construir um mundo onde
A igualdade para todas e todos seja uma realidade.

O vestibular da Universidade Santa

Cruz, em Ilhéus, abordou a homofobia

como tema para sua prova de

redação. Os candidatos deveriam discorrer

sobre o tema a partir de uma

declaração do Ministro do Supremo

Tribunal Federal, Marco Aurélio de

Mello, na qual se manifestava a favor

da criminalização da homofobia.

Para a advogada do grupo "Humanos",

Jurema Barreto, os movimentos sociais

têm muito o que comemorar

com a atitude da Universidade.

"Escolas públicas e privadas agora percebem

que a discussão sobre identidade de

gênero e orientação sexual também são

parte da for-mação humanística e cultural

dos alunos".

Definido como uma celebração da

vida e da morte, A Excêntrica Família

de Antonia, vai além ao contar a

história de uma encantadora geração

de mulheres. Comandada por Antonia,

a saga familiar atravessa três

gerações, falando de força, de beleza

e de escolhas que desafiam o tempo.

Passear com Antonia por suas

paisagens modificadas a qualquer

momento pela força da imaginação e

conhecer seus curiosos personagens, o

filósofo pessimista, a filha lésbica, a

vó louca, o padre herege, a vizinha

que sofre abusos sexuais e os muitos

amigos que são acolhidos por sua

generosidade, vai nos fazer lembrar

do quanto ainda se pode fazer pelo

mundo, pela vida e por tudo que

existe em nós e precisa ser

modificado.

Falar do baixo nível das músicas

veiculadas na mídia atualmente

chega a ser redundância. Depois de

“um tapinha não dói” e “equinha

pocotó”, chega a vez da banda

baiana Samboeh que recebe,

merecidamente, nota zero nessa

primeira edição do Fanzine Marias. O

motivo é a música “pancadinha”.

Uma apologia escancarada à

violência contra à mulher. O Coletivo

Feminista Marias acredita que toda

forma de depreciação contra a

imagem das mulheres, seja ela

através de música, propaganda, ou

qualquer outra manisfestação

veiculada midiaticamente, deve ser

combatida e punida. Já parou pra

pensar que o alvo das “pancadinhas”

e “ t a p i n h a s ” d a s mú s i c a s

depreciativas é sempre a mulher?

Essa e outras perguntas devem ser

questionadas. As mulheres têm que

estar atentas e não tolerar que a

violência, em suas variadas formas

de manifestações, seja aceita.

“Eu gosto

Cê gosta

Ela gosta

Ele gosta (3x)

Pancadinha, pancadinha

Ela gosta de tomar pancadinha”

A Excêntrica Família

de Antonia

Ela gosta de tomar

pancadinha?

9,0

0

Nos dias 25 e 26 de janeiro, na Cidade

do Saber, a Prefeitura e os movimentos

de juventude organizada, realizarão

a 1ª Conferência Municipal de

Juventude. As Conferências são espaços

para se discutir e deliberar as políticas

públicas de setores específicos.

A Conferência de juventude ocorre a

cada dois anos e tem o sentido de

“conferir” os direitos da Juventude.

As Conferências também “conferem”

se os Conselhos de Direitos estão

cumprindo o seu papel. Em sua etapa,

deliberam e elegem delegados (representantes),

que defenderão as propostas,

levadas à instância seguinte

(estadual e federal). Precisamos criar

o nosso conselho Municipal de Juventude.

Um conselho é a Plataforma representativa

das organizações de juventude

abrangendo as mais diversas expressões

do associativismo juvenil (culturais,

ambientais, partidárias, estudantis,

sindicalistas e confessionais.

O Coletivo Marias estará presente na

Conferência Municipal de Camaçari e

espera que ela venha de fato traçar e

construir políticas públicas para a

Juventude camaçariense, levando

nossas propostas e deliberações em

nível estadual e nacional.

Existe hoje um grande debate sobre a

legalização do aborto. Falam sobre

onde começa a vida do feto, o que pode

e o que não pode, mas como disse o

ministro da saúde: “falta ouvir as

mulheres”. Muitos motivos levam uma

mulher a fazer um aborto, o que nunca

é uma experiência agradável para ela.

A discussão deve ir além de sobre onde

começa uma vida, mas sobre a opção da

mulher em levar uma gravidez e uma

maternidade em frente nas suas específicas

condições psíquicas, financeiras e

financeiras. Milhares de mulheres cidadãs,

muitas já mães morrem por realizar

abortos em situação de vio-lência

física e negligência institucional. Dessas

a maioria é de pobres e negras. O

estado não pode se omitir diante disso,

independente da diversidade e opiniões

pessoais de cada cidadã ou cidadão.

levante sua bandeira

Lésbicas negras apontam 15 recomendações para prevenção do HIV/Aids

27/12/2007 - 18:05

Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, na cidade de Porto Alegre (RS), o Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas (Candace BR) realizou o Seminário Nacional da Promoção e do Controle da Saúde das Lésbicas Negras. A iniciativa buscou impulsionar o pensar e o agir em relação à saúde desta população.

Durante seminário, foi formalizada a SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras, que nasce com o propósito de somar com a Rede Nacional do Controle da Saúde da População Negra. SAPATÀ é uma palavra em iorubá que significa “Orixá da saúde” e é um dos nomes dados a Omulú - Vodum da Terra, também conhecido por Xapanã ou Obaluaiê.

A SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras visa, também, a garantir em maior grau a eqüidade no que tange à efetivação do direito humano a saúde em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis e não-transmissíveis, incluindo aqueles de maior prevalência neste segmento populacional.

Feminização do HIV/Aids
O número de mulheres com DSTs/HIV-AIDS vem crescendo de forma alarmante, porém uma parcela desta população de risco é lésbica e negra, porém não havendo a seriedade na implementação do quesito raça/cor e orientação sexual nos cadastros de atendimento e muito menos incentivo a pesquisas que possam apontar dados concretos deste crescimento.

Por meio do Plano de Enfrentamento da Feminização da AIDS e do Pacto de Políticas Públicas para as Mulheres, as lésbicas negras elencaram as seguintes resoluções:

1. Incentivo à produção do conhecimento científico e tecnológico em saúde das lésbicas negras;
2. Promoção de ações pertinentes ao combate a lesbofobia e racismo e a redução das desigualdades étnico-raciais no campo da saúde;
3. Inclusão dos temas orientação sexual racismo e saúde das lésbicas negras nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores da saúde e no exercício do controle social na saúde;
4. Identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e lesbofobia incluído o assédio moral, no ambiente de trabalho;
5. Fomentar a realização de estudos e pesquisas sobre lesbianidade, racismo e saúde da população negra;
6. Aprimorar a qualidade dos sistemas de informação em saúde, por meio de inclusão dos quesitos orientação sexual e cor em todos os instrumentos de coleta de dados adotados pelos serviços públicos, os conveniados ou contratados pelo SUS;
7. Promoção do reconhecimento dos saberes e práticas populares de saúde, incluindo aqueles preservados pelas religiões de matrizes africanas;
8. Desenvolver processos de informação, comunicação e educação, que desconstruam estigmas e preconceitos que contribuam para a redução de vulnerabilidades;
9. Apoio técnico e financeiro para implementação desta política, incluindo as condições para: realização de seminários, oficinas, fóruns de sensibilização dos gestores de saúde;
10. Formação de lideranças lésbicas e negras para o exercício do controle social para que também possam estar presentes nos comitês técnicos de saúde da população negra, já implantados e que serão implementados nos estados e municípios;
11. Fomento à realização estudos e pesquisas sobre o acesso das lésbicas negras aos serviços e ações de saúde;
12. Articulação com as demais políticas de saúde, nas questões pertinentes às condições, características e especificidades das lésbicas negras;
13. Incentivo técnico e financeiro à organização de redes integradas de atenção às lésbicas negras em situação de violência sexual, lesbofobia, doméstica e intrafamilar.
14. Elaboração de materiais de informação, comunicação e educação sobre o tema da promoção e saúde das lésbicas negras, respeitando os diversos saberes e valores, inclusive preservado pelas religiões de matrizes africanas;
15. Apoio intersetorial para os projetos de saúde das lésbicas negras.

O Seminário Nacional da Promoção de Controle da Saúde das Lésbicas Negras foi realizado com apoio da Seppir e do Ministério da Saúde - Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Foi organizado pelo Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas, Projeto Fuxico de Terreiro e Associação Cultura Arte e Movimento, contando ainda com a parceria da ACMUN (Associação Cultural de Mulheres Negras).

Assessoria de Comunicação Social Seppir / PR

MANIFESTO LÉSBICO FEMINISTA ANTI CAPITALISTA. Em 1948 a cultura patriarcal machista, redigiu a "Declaração Universal dos Direitos Humanos", mais conhecida como a "Declaração Universal dos direitos do HOMEM", numa demonstração fiel e explicita do sexismo vigente na cultura, na estrutura e na linguagem da sociedade Moderna.Nós, LÉSBICAS FEMINISTAS, acreditamos que o dia 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, seja uma data para além da visibilidade, para denunciar a discriminação, a lesbofobia o machismo, o racismo e o classismo em que esta sociedade se sustenta principalmente nos discursos científicos e religiosos que naturalizam e normatizam as famílias tornando-as nada mais que núcleos primários de reprodução das idéias conservadoras e da monogamia que faz o jogo do capitalismo.Nos propomos como Lésbicas Feministas, a "reparar" esse horrível e discriminatório fato acontecido 60 anos atrás, e consideramos que esta data é uma ótima oportunidade para, mais uma vez, apontar e denunciar esse patriarcado que nos oprime. Esse sistema homo-lesbo e transfóbico que gosta tanto de "ordens naturais" e que não faz mais do que cuidar das famílias consideradas bem concebidas. Para sair do discurso e entrar no campo da ação faremos, a partir de agora, a Declaração das Esquerdas Humanas, uma reparação não apenas lingüística, mas de fundo, à declaração de 1948. Nós, viragos, sapatas, femmes, sapas, sapatonas, thildes, bolachas, fanchas, laidys, machorras, caminhoneiras, bofinhos, fanchonas, tortilleras, LÉSBICAS, somos e queremos ser diferentes - anormais - pois não seguimos a norma heterossexual, branca, masculina burguesa e capitalista na qual se funda a hipócrita sociedade contemporânea ocidental. E assumir esta diferença e anormalidade impõe uma nova linguagem que explicite a nossa rebeldia. Toda vez que formos chamadas para obtermos "os mesmos direitos" falaremos em obter "esquerdas desiguais", pois são nas diferenças que encontramos nossa essência. Retiraremos de nosso vocabulário a palavra família, com todo o seu peso judaico-cristã, capitalista e monogâmico, e a trocaremos por "núcleos afetivos". Não queremos casamento, queremos uniões afetivas, não queremos hierarquia, queremos uma sociedade livre de fato, com todas as suas diferenças, livre de preconceitos e fobias, livre do peso da opressão sexista, machista, racista e capitalista. Manteremos e sustentaremos o direito aos nossos corpos, à nossa sexualidade, ao nosso prazer e a condição de expressá-lo com quem desejarmos e aonde desejarmos, como seres livres e soberanos que somos. Hoje após 40 anos daquele glorioso maio Francês, onde nossas precursoras se rebelaram queimando soutiens nas ruas, e através dos muros pichados gritávamos "imaginação ao poder", ousando nos tornar VISÍVEIS, queremos lembrar que continuamos a preferir ser metamorfoses ambulantes a ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Porto Alegre, 29 de agosto de 2008. Assinam este manifesto: COLETIVO DE LÉSBICAS NEGRAS FEMINISTAS -CANDACE BR, ACARMO LBT NEGRITUDE, Lésbicas Independentes, Fuxico de Terreiro, Mulheres Rebeldes, Outra Visão, Liga Brasileira de Lésbicas, Coletivo Nacional das Transexuais- RS, Pontão de Cultura Digital Minuano, REDE NACIONAL DA SAÚDE DAS LÉSBICAS NEGRAS (SAPATÁ). Sarava!Muito obrigada.

Em defesa da Participação Paritária de Negras e Negros LGBTTS na ICNLGBTT

A superação do Racismo é uma tarefa árdua que deve ser executada diariamente não apenas pelas pessoas que exercem cargos públicos e pela sociedade em geral, mas para todos e todas cidadãs e cidadãos que tem na sua pele a cor da exclusão, da indignação e trabalha por um país de menos privilégios e de mais direitos. O Brasil merece que as pessoas que atuam nos mais variados espaços coloquem-se a disposição da maneira mais simples que puderem, mas coloquem-se.

O Governo Federal, na figura do presidente Luis Inácio Lula da Silva quando cria em 2003 a Secretaria Especial de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, dá o primeiro passo na construção desta tão almejada igualdade. O presidente Lula reconheceu mais uma vez, - e não foi o único -, que o racismo existe em nosso país, mas, além disso, reconheceu que o papel do Governo Federal é contribuir para a superação do racismo.

Os processos das Conferências Nacionais possuem um caráter de autonomia e participação construtiva e conjunta dos setores institucionais e sociedade civil, para que estas conferências ocorram, muitos debates, argumentações, articulações e pressões políticas foram e são necessárias, pois Governo é topo e sociedade civil é ponta, a ponta, é o projeto político da participação popular.

O coletivo nacional de lésbicas negras feministas autônomas - CANDACE BR, em conjunto com o movimento negro organizado e parcerias sensíveis às questões da eliminação de todo preconceito e racismo, vem por meio desta orientar a comissão organizadora da I Conferência Nacional LGBT, em especial e principalmente as/os gestoras/es, do retrocesso político histórico imposto por esta comissão ao vetar a adoção de cotas para a comunidade negra LGBTT, critério adotado em todas as Conferências Nacionais até hoje realizadas. Queremos deixar aqui o registro que não nos sentimos representadas/os, pelo Movimento denominado Rede Afro LGBT,que desde o primeiro momento aceita ocupar um espaço de tamanha significância para o que a maioria das negras e negros LGBTT vem construindo à pelo menos uma década, que é a questão da luta pela eliminação de todos os preconceitos e racismo, defendido na conferência de Durban e tantas outras.

È admirável que apenas esta rede, que não tem a totalidade da representatividade política e social massiva dentro do Movimento LGBTTT Negro seja chamada para compor a Comissão Nacional de organização desta I Conferência LGBT representando a comunidade LGBT negra organizada, já que a mesma compactua em ter apenas uma (01) titularidade e uma (01) suplência e as outras redes reivindicaram e conseguiram ampliar de uma (01) para quatro (04), entre titulares e suplências, nos admira mais ainda esta rede defender a não cotização para delegadas negras e delegados negros nesta conferência, no mínimo esta rede não tem comprometimento com a luta da comunidade negra e pelas ações afirmativas e nitidamente não almeja ampliar as políticas públicas para esta comunidade.

Conforme Art. 7º “em ambas as etapas deverão ser asseguradas ampla representativa participação dos segmentos sociais, entidades, interessados e comprometidos com a promoção da cidadania e dos Direitos Humanos LGBTT, bem, como incorporar as dimensões de gênero, etnico-racial e geracional da sociedade brasileira”, porém, não é este o objetivo da ampla maioria desta comissão organizadora que acorda que este artigo para a delegação nacional é pauta vencida sob a argumentação de que representações percentuais etnicas-racias dividirão a comunidade LGBTT, uma falácia e novamente a face do racismo estampadas em toda a coordenação, articulação e comissão organizadora desta I Conferência.

Para nós do Coletivo Nacional de lésbicas Negras Feministas Autônomas – CANDACE-BR, esta argumentação não passa de uma tentativa objetiva de silenciar e excluir lideranças deste movimento que vêem nestes argumentos o preconceito racial ser exercido com o aval lastimável da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH e em certa medida desta única representação LGBTT negra nesta comissão, que está retrocedendo todo um processo histórico da luta da comunidade negra e LGBT.

Sabemos a quantidade e qualidade das inúmeras violações e discriminações que esta comunidade enfrenta em todos os setores de nossa sociedade, o machismo, a misogenia, o racismo e o sexismo ao qual a comunidade lésbica esta submetida dentro deste processo. Denominamos desrespeito e favorecimento privilegiado o convite feito a uma rede sem discurso e sem posição política definida, com o único intuito de forjar uma representação negra dentro da I Conferencia LGBT é um extremo desserviço para com os ideais da comunidade negra lgbtt.

Queremos salientar que na conferência da Igualdade Racial também haverá um eixo LGBTT, tudo isto fruto de muitas negras e negros LGBTTS e das mulheres negras, grandes parceiras nestas conquistas da militância LGBTT negra comprometida na eliminação e superação de todos os preconceitos, racismo e homofobia.

Nossa orientação é que esta Comissão Organizada reveja seus critérios, conceitos e preconceitos. Segundo Carlos Figueiredo, citado no livro do Dr. Ivair Alves dos Santos: “O movimento negro e o Estado” - a questão racial no Brasil, veio para ficar. Antes existia mais sob a forma de resistência pessoal. Hoje é o que há de novo na política... Agora não há mais como varrer isto, para debaixo do tapete!”“.

Nesta 1ª Conferencia Nacional LGBTT, espera-se que todos estes anos de luta contra todos os preconceitos não só homofobia, lesbofobia, transfobia, sejam os únicos paradigmas cerrados. Acreditamos que esta conferência nacional LGBTT possa ter a qualidade de” um novo começo de era, de gente fina elegante e sincera”, para verdadeira construção da cidadania LGBTT no Brasil.

Brasil, Fevereiro 2008

Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas – CANDACE BR.

www.acarmo.org.br/candace

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Assinaturas de apoio a esta carta

1) Rede Nacional da Promoção em Saúde das Lésbicas Negras - SAPATÀ

2) Projeto Fuxico de Terreiro – RS

3) Acarmo LGBT Negritude

4) UNEGRO - BR

5) Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

6) MNU - PE

7) LBL- RS

8) Africa y su Diaspora Asociacion – Argentina

A primeira campanha do Coletivo Feminista MARIAS
- Direitos iguais: nem mais nem menos, é uma ação
voltada ao combate de situações e ações que ferem
e agridem diretamente a nós MULHERES e em
especial às MULHERES JOVENS.
As Mulheres Jovens são vistas pela sociedade
machista, heterossexista e patriarcal como objetos
sexuais, descartáveis e escravas da mídia (que dita
normas e comportamentos), impondo modelos de
felicidade, geralmente ligados ao consumo.
Quando falamos em Direitos iguais, consideramos
a liberdade e a garantia das escolhas, pois sabemos
que na maioria das vezes, as mulheres são anuladas,
agredidas direta e indiretamente.
Essas agressões se dão na escola, na família, no
trabalho e outras relações sociais, deixando a mulher
em situação de vulnerabilidade.
Os discursos direcionados às mulheres jovens
apresentam mensagens diferenciadas entre homens
e mulheres, distinções que são construídas a partir
de papéis e estereótipos de gênero. Esses por sua
vez, frutos do patriarcado (o sistema de dominação
-exploração do homem sobre a mulher).
No mercado de trabalho, as mulheres (mesmo tendo
o mesmo nível escolar e/ou exercendo o mesmo
cargo) ganham menos que os homens,e quando
se trata de mulheres jovens negras a situação piora.
O mercado exige um padrão de beleza etnocêntrico,
Que exclui as trabalhadoras negras, aumentando o
número de jovens negras nos índices de desemprego
no Brasil.
Construir a consciência políticas entre as jovens
mulheres (lhes deixando conscientes de que são
sujeitos da própria vida e dignas de igualdade,
dignidade e direitos) deve ser o papel de entidades
como o Coletivo Feminista Marias.
A nossa campanha tem como objetivo, então, a
garantia dos direitos das mulheres, acentuando a
importância da participação de todas no processo
de construção do mundo que queremos, onde a
eqüidade entre os gêneros, a justiça igualitária e os
direitos humanos sejam para todas e todos.
Nem mais, nem menos!
O Coletivo Feminista Marias é uma organização
feminista que tem como objetivo lutar pelos direitos
das mulheres, debatendo questões de raça, orientação
e identidade de gênero, meio ambiente, e todos outros
temas que estejam ligadas à questão de gênero.
Erradicar todas as formas de opressões, discriminações
e demais ações que depreciem a imagem das mulheres
de forma geral, é um dos principais objetivos do Marias.
Faça parte do Marias e ajude a construir um mundo onde
A igualdade para todas e todos seja uma realidade.

O vestibular da Universidade Santa

Cruz, em Ilhéus, abordou a homofobia

como tema para sua prova de

redação. Os candidatos deveriam discorrer

sobre o tema a partir de uma

declaração do Ministro do Supremo

Tribunal Federal, Marco Aurélio de

Mello, na qual se manifestava a favor

da criminalização da homofobia.

Para a advogada do grupo "Humanos",

Jurema Barreto, os movimentos sociais

têm muito o que comemorar

com a atitude da Universidade.

"Escolas públicas e privadas agora percebem

que a discussão sobre identidade de

gênero e orientação sexual também são

parte da for-mação humanística e cultural

dos alunos".

Definido como uma celebração da

vida e da morte, A Excêntrica Família

de Antonia, vai além ao contar a

história de uma encantadora geração

de mulheres. Comandada por Antonia,

a saga familiar atravessa três

gerações, falando de força, de beleza

e de escolhas que desafiam o tempo.

Passear com Antonia por suas

paisagens modificadas a qualquer

momento pela força da imaginação e

conhecer seus curiosos personagens, o

filósofo pessimista, a filha lésbica, a

vó louca, o padre herege, a vizinha

que sofre abusos sexuais e os muitos

amigos que são acolhidos por sua

generosidade, vai nos fazer lembrar

do quanto ainda se pode fazer pelo

mundo, pela vida e por tudo que

existe em nós e precisa ser

modificado.

Falar do baixo nível das músicas

veiculadas na mídia atualmente

chega a ser redundância. Depois de

“um tapinha não dói” e “equinha

pocotó”, chega a vez da banda

baiana Samboeh que recebe,

merecidamente, nota zero nessa

primeira edição do Fanzine Marias. O

motivo é a música “pancadinha”.

Uma apologia escancarada à

violência contra à mulher. O Coletivo

Feminista Marias acredita que toda

forma de depreciação contra a

imagem das mulheres, seja ela

através de música, propaganda, ou

qualquer outra manisfestação

veiculada midiaticamente, deve ser

combatida e punida. Já parou pra

pensar que o alvo das “pancadinhas”

e “ t a p i n h a s ” d a s mú s i c a s

depreciativas é sempre a mulher?

Essa e outras perguntas devem ser

questionadas. As mulheres têm que

estar atentas e não tolerar que a

violência, em suas variadas formas

de manifestações, seja aceita.

“Eu gosto

Cê gosta

Ela gosta

Ele gosta (3x)

Pancadinha, pancadinha

Ela gosta de tomar pancadinha”

A Excêntrica Família

de Antonia

Ela gosta de tomar

pancadinha?

9,0

0

Nos dias 25 e 26 de janeiro, na Cidade

do Saber, a Prefeitura e os movimentos

de juventude organizada, realizarão

a 1ª Conferência Municipal de

Juventude. As Conferências são espaços

para se discutir e deliberar as políticas

públicas de setores específicos.

A Conferência de juventude ocorre a

cada dois anos e tem o sentido de

“conferir” os direitos da Juventude.

As Conferências também “conferem”

se os Conselhos de Direitos estão

cumprindo o seu papel. Em sua etapa,

deliberam e elegem delegados (representantes),

que defenderão as propostas,

levadas à instância seguinte

(estadual e federal). Precisamos criar

o nosso conselho Municipal de Juventude.

Um conselho é a Plataforma representativa

das organizações de juventude

abrangendo as mais diversas expressões

do associativismo juvenil (culturais,

ambientais, partidárias, estudantis,

sindicalistas e confessionais.

O Coletivo Marias estará presente na

Conferência Municipal de Camaçari e

espera que ela venha de fato traçar e

construir políticas públicas para a

Juventude camaçariense, levando

nossas propostas e deliberações em

nível estadual e nacional.

Existe hoje um grande debate sobre a

legalização do aborto. Falam sobre

onde começa a vida do feto, o que pode

e o que não pode, mas como disse o

ministro da saúde: “falta ouvir as

mulheres”. Muitos motivos levam uma

mulher a fazer um aborto, o que nunca

é uma experiência agradável para ela.

A discussão deve ir além de sobre onde

começa uma vida, mas sobre a opção da

mulher em levar uma gravidez e uma

maternidade em frente nas suas específicas

condições psíquicas, financeiras e

financeiras. Milhares de mulheres cidadãs,

muitas já mães morrem por realizar

abortos em situação de vio-lência

física e negligência institucional. Dessas

a maioria é de pobres e negras. O

estado não pode se omitir diante disso,

independente da diversidade e opiniões

pessoais de cada cidadã ou cidadão.

levante sua bandeira

Lésbicas negras apontam 15 recomendações para prevenção do HIV/Aids

27/12/2007 - 18:05

Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, na cidade de Porto Alegre (RS), o Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas (Candace BR) realizou o Seminário Nacional da Promoção e do Controle da Saúde das Lésbicas Negras. A iniciativa buscou impulsionar o pensar e o agir em relação à saúde desta população.

Durante seminário, foi formalizada a SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras, que nasce com o propósito de somar com a Rede Nacional do Controle da Saúde da População Negra. SAPATÀ é uma palavra em iorubá que significa “Orixá da saúde” e é um dos nomes dados a Omulú - Vodum da Terra, também conhecido por Xapanã ou Obaluaiê.

A SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras visa, também, a garantir em maior grau a eqüidade no que tange à efetivação do direito humano a saúde em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis e não-transmissíveis, incluindo aqueles de maior prevalência neste segmento populacional.

Feminização do HIV/Aids
O número de mulheres com DSTs/HIV-AIDS vem crescendo de forma alarmante, porém uma parcela desta população de risco é lésbica e negra, porém não havendo a seriedade na implementação do quesito raça/cor e orientação sexual nos cadastros de atendimento e muito menos incentivo a pesquisas que possam apontar dados concretos deste crescimento.

Por meio do Plano de Enfrentamento da Feminização da AIDS e do Pacto de Políticas Públicas para as Mulheres, as lésbicas negras elencaram as seguintes resoluções:

1. Incentivo à produção do conhecimento científico e tecnológico em saúde das lésbicas negras;
2. Promoção de ações pertinentes ao combate a lesbofobia e racismo e a redução das desigualdades étnico-raciais no campo da saúde;
3. Inclusão dos temas orientação sexual racismo e saúde das lésbicas negras nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores da saúde e no exercício do controle social na saúde;
4. Identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e lesbofobia incluído o assédio moral, no ambiente de trabalho;
5. Fomentar a realização de estudos e pesquisas sobre lesbianidade, racismo e saúde da população negra;
6. Aprimorar a qualidade dos sistemas de informação em saúde, por meio de inclusão dos quesitos orientação sexual e cor em todos os instrumentos de coleta de dados adotados pelos serviços públicos, os conveniados ou contratados pelo SUS;
7. Promoção do reconhecimento dos saberes e práticas populares de saúde, incluindo aqueles preservados pelas religiões de matrizes africanas;
8. Desenvolver processos de informação, comunicação e educação, que desconstruam estigmas e preconceitos que contribuam para a redução de vulnerabilidades;
9. Apoio técnico e financeiro para implementação desta política, incluindo as condições para: realização de seminários, oficinas, fóruns de sensibilização dos gestores de saúde;
10. Formação de lideranças lésbicas e negras para o exercício do controle social para que também possam estar presentes nos comitês técnicos de saúde da população negra, já implantados e que serão implementados nos estados e municípios;
11. Fomento à realização estudos e pesquisas sobre o acesso das lésbicas negras aos serviços e ações de saúde;
12. Articulação com as demais políticas de saúde, nas questões pertinentes às condições, características e especificidades das lésbicas negras;
13. Incentivo técnico e financeiro à organização de redes integradas de atenção às lésbicas negras em situação de violência sexual, lesbofobia, doméstica e intrafamilar.
14. Elaboração de materiais de informação, comunicação e educação sobre o tema da promoção e saúde das lésbicas negras, respeitando os diversos saberes e valores, inclusive preservado pelas religiões de matrizes africanas;
15. Apoio intersetorial para os projetos de saúde das lésbicas negras.

O Seminário Nacional da Promoção de Controle da Saúde das Lésbicas Negras foi realizado com apoio da Seppir e do Ministério da Saúde - Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Foi organizado pelo Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas, Projeto Fuxico de Terreiro e Associação Cultura Arte e Movimento, contando ainda com a parceria da ACMUN (Associação Cultural de Mulheres Negras).

Assessoria de Comunicação Social Seppir / PR

– Argentina

A primeira campanha do Coletivo

Feminista MARIAS - Direitos iguais:

nem mais nem menos, é uma ação voltada

ao combate de situações e ações

que ferem e agridem diretamente a

nós MULHERES e em especial às

MULHERES JOVENS.

As Mulheres Jovens são vistas pela sociedade

machista, heterossexista e

patriarcal como objetos sexuais, descartáveis

e escravas da mídia (que dita

normas e comportamentos), impondo

modelos de felicidade, geralmente

ligados ao consumo.

Quando falamos em Direitos iguais,

consideramos a liberdade e a garantia

das escolhas, pois sabemos que na

maioria das vezes, as mulheres são anuladas,

agredidas direta e indiretamente.

Essas agressões se dão na escola,

na família, no trabalho e outras

relações sociais, deixando a mulher em

situa-ção de vulnerabilidade.

Os discursos direcionados às mulheres

jovens apresentam men-sagens diferenciadas

entre homens e mulheres,

distinções que são construídas a partir

de papéis e estereótipos de gênero.

Esses por sua vez, frutos do patriarcado

(o sistema de dominação-exploração

do homem sobre a mulher).

No mercado de trabalho, as mulheres

(mesmo tendo o mesmo nível escolar

e/ou exercendo o mesmo cargo) ganham

menos que os homens,e quando

se trata de mulheres jovens negras a

situação piora. O mercado exige um

padrão de beleza etnocêntrico, que

exclui as trabalhadoras negras, aumentando

o número de jovens negras

nos índices de desemprego no Brasil.

Construir a consciência políticas entre

as jovens mulheres (lhes deixando

conscientes de que são sujeitos da

própria vida e dignas de igualdade,

dignidade e direitos) deve ser o papel

de entidades como o Coletivo Feminista

Marias.

A nossa campanha tem como objetivo,

então, a garantia dos direitos das

mulheres, acentuando a importância

da participação de todas no processo

de construção do mundo que queremos,

onde a eqüidade entre os gêneros,

a justiça igualitária e os direitos

humanos sejam para todas e todos.

Nem mais, nem menos!

O Coletivo Feminista Marias é uma

organização feminista que tem como

objetivo lutar pelos direitos das

mulheres, debatendo questões de

raça, orientação e identidade de

gênero, meio ambiente, e todos

outros temas que estejam ligadas à

questão de gênero. Erradicar to-das

as formas de opressões, discriminações

e demais ações que depreciem

a imagem das mulheres de forma

geral, é um dos principais objetivos

do Marias. Faça parte do Marias e

ajude a construir um mundo onde a

igualdade para todas e todos seja

uma realidade.

Quino. Adaptação Coletivo Feminista Marias

. Adaptação Coletivo Feminista Marias

O vestibular da Universidade Santa

Cruz, em Ilhéus, abordou a homofobia

como tema para sua prova de

redação. Os candidatos deveriam discorrer

sobre o tema a partir de uma

declaração do Ministro do Supremo

Tribunal Federal, Marco Aurélio de

Mello, na qual se manifestava a favor

da criminalização da homofobia.

Para a advogada do grupo "Humanos",

Jurema Barreto, os movimentos sociais

têm muito o que comemorar

com a atitude da Universidade.

"Escolas públicas e privadas agora percebem

que a discussão sobre identidade de

gênero e orientação sexual também são

parte da for-mação humanística e cultural

dos alunos".

Definido como uma celebração da

vida e da morte, A Excêntrica Família

de Antonia, vai além ao contar a

história de uma encantadora geração

de mulheres. Comandada por Antonia,

a saga familiar atravessa três

gerações, falando de força, de beleza

e de escolhas que desafiam o tempo.

Passear com Antonia por suas

paisagens modificadas a qualquer

momento pela força da imaginação e

conhecer seus curiosos personagens, o

filósofo pessimista, a filha lésbica, a

vó louca, o padre herege, a vizinha

que sofre abusos sexuais e os muitos

amigos que são acolhidos por sua

generosidade, vai nos fazer lembrar

do quanto ainda se pode fazer pelo

mundo, pela vida e por tudo que

existe em nós e precisa ser

modificado.

Falar do baixo nível das músicas

veiculadas na mídia atualmente

chega a ser redundância. Depois de

“um tapinha não dói” e “equinha

pocotó”, chega a vez da banda

baiana Samboeh que recebe,

merecidamente, nota zero nessa

primeira edição do Fanzine Marias. O

motivo é a música “pancadinha”.

Uma apologia escancarada à

violência contra à mulher. O Coletivo

Feminista Marias acredita que toda

forma de depreciação contra a

imagem das mulheres, seja ela

através de música, propaganda, ou

qualquer outra manisfestação

veiculada midiaticamente, deve ser

combatida e punida. Já parou pra

pensar que o alvo das “pancadinhas”

e “ t a p i n h a s ” d a s mú s i c a s

depreciativas é sempre a mulher?

Essa e outras perguntas devem ser

questionadas. As mulheres têm que

estar atentas e não tolerar que a

violência, em suas variadas formas

de manifestações, seja aceita.

“Eu gosto

Cê gosta

Ela gosta

Ele gosta (3x)

Pancadinha, pancadinha

Ela gosta de tomar pancadinha”

A Excêntrica Família

de Antonia

Ela gosta de tomar

pancadinha?

9,0

0

Nos dias 25 e 26 de janeiro, na Cidade

do Saber, a Prefeitura e os movimentos

de juventude organizada, realizarão

a 1ª Conferência Municipal de

Juventude. As Conferências são espaços

para se discutir e deliberar as políticas

públicas de setores específicos.

A Conferência de juventude ocorre a

cada dois anos e tem o sentido de

“conferir” os direitos da Juventude.

As Conferências também “conferem”

se os Conselhos de Direitos estão

cumprindo o seu papel. Em sua etapa,

deliberam e elegem delegados (representantes),

que defenderão as propostas,

levadas à instância seguinte

(estadual e federal). Precisamos criar

o nosso conselho Municipal de Juventude.

Um conselho é a Plataforma representativa

das organizações de juventude

abrangendo as mais diversas expressões

do associativismo juvenil (culturais,

ambientais, partidárias, estudantis,

sindicalistas e confessionais.

O Coletivo Marias estará presente na

Conferência Municipal de Camaçari e

espera que ela venha de fato traçar e

construir políticas públicas para a

Juventude camaçariense, levando

nossas propostas e deliberações em

nível estadual e nacional.

Existe hoje um grande debate sobre a

legalização do aborto. Falam sobre

onde começa a vida do feto, o que pode

e o que não pode, mas como disse o

ministro da saúde: “falta ouvir as

mulheres”. Muitos motivos levam uma

mulher a fazer um aborto, o que nunca

é uma experiência agradável para ela.

A discussão deve ir além de sobre onde

começa uma vida, mas sobre a opção da

mulher em levar uma gravidez e uma

maternidade em frente nas suas específicas

condições psíquicas, financeiras e

financeiras. Milhares de mulheres cidadãs,

muitas já mães morrem por realizar

abortos em situação de vio-lência

física e negligência institucional. Dessas

a maioria é de pobres e negras. O

estado não pode se omitir diante disso,

independente da diversidade e opiniões

pessoais de cada cidadã ou cidadão.

levante sua bandeira

Lésbicas negras apontam 15 recomendações para prevenção do HIV/Aids

27/12/2007 - 18:05

Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, na cidade de Porto Alegre (RS), o Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas (Candace BR) realizou o Seminário Nacional da Promoção e do Controle da Saúde das Lésbicas Negras. A iniciativa buscou impulsionar o pensar e o agir em relação à saúde desta população.

Durante seminário, foi formalizada a SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras, que nasce com o propósito de somar com a Rede Nacional do Controle da Saúde da População Negra. SAPATÀ é uma palavra em iorubá que significa “Orixá da saúde” e é um dos nomes dados a Omulú - Vodum da Terra, também conhecido por Xapanã ou Obaluaiê.

A SAPATÀ - Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras visa, também, a garantir em maior grau a eqüidade no que tange à efetivação do direito humano a saúde em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis e não-transmissíveis, incluindo aqueles de maior prevalência neste segmento populacional.

Feminização do HIV/Aids
O número de mulheres com DSTs/HIV-AIDS vem crescendo de forma alarmante, porém uma parcela desta população de risco é lésbica e negra, porém não havendo a seriedade na implementação do quesito raça/cor e orientação sexual nos cadastros de atendimento e muito menos incentivo a pesquisas que possam apontar dados concretos deste crescimento.

Por meio do Plano de Enfrentamento da Feminização da AIDS e do Pacto de Políticas Públicas para as Mulheres, as lésbicas negras elencaram as seguintes resoluções:

1. Incentivo à produção do conhecimento científico e tecnológico em saúde das lésbicas negras;
2. Promoção de ações pertinentes ao combate a lesbofobia e racismo e a redução das desigualdades étnico-raciais no campo da saúde;
3. Inclusão dos temas orientação sexual racismo e saúde das lésbicas negras nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores da saúde e no exercício do controle social na saúde;
4. Identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e lesbofobia incluído o assédio moral, no ambiente de trabalho;
5. Fomentar a realização de estudos e pesquisas sobre lesbianidade, racismo e saúde da população negra;
6. Aprimorar a qualidade dos sistemas de informação em saúde, por meio de inclusão dos quesitos orientação sexual e cor em todos os instrumentos de coleta de dados adotados pelos serviços públicos, os conveniados ou contratados pelo SUS;
7. Promoção do reconhecimento dos saberes e práticas populares de saúde, incluindo aqueles preservados pelas religiões de matrizes africanas;
8. Desenvolver processos de informação, comunicação e educação, que desconstruam estigmas e preconceitos que contribuam para a redução de vulnerabilidades;
9. Apoio técnico e financeiro para implementação desta política, incluindo as condições para: realização de seminários, oficinas, fóruns de sensibilização dos gestores de saúde;
10. Formação de lideranças lésbicas e negras para o exercício do controle social para que também possam estar presentes nos comitês técnicos de saúde da população negra, já implantados e que serão implementados nos estados e municípios;
11. Fomento à realização estudos e pesquisas sobre o acesso das lésbicas negras aos serviços e ações de saúde;
12. Articulação com as demais políticas de saúde, nas questões pertinentes às condições, características e especificidades das lésbicas negras;
13. Incentivo técnico e financeiro à organização de redes integradas de atenção às lésbicas negras em situação de violência sexual, lesbofobia, doméstica e intrafamilar.
14. Elaboração de materiais de informação, comunicação e educação sobre o tema da promoção e saúde das lésbicas negras, respeitando os diversos saberes e valores, inclusive preservado pelas religiões de matrizes africanas;
15. Apoio intersetorial para os projetos de saúde das lésbicas negras.

O Seminário Nacional da Promoção de Controle da Saúde das Lésbicas Negras foi realizado com apoio da Seppir e do Ministério da Saúde - Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Foi organizado pelo Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas, Projeto Fuxico de Terreiro e Associação Cultura Arte e Movimento, contando ainda com a parceria da ACMUN (Associação Cultural de Mulheres Negras).

Assessoria de Comunicação Social Seppir / PR

I Marcha lésbica dia 11 de novembro de 2007.

Abrindo a parada livre, a I marcha lésbica de Porto alegre, que foi adiada na semana da visibilidade lésbica no mês de agosto, agora abrirá a Parada Livre que já acontece há 11 anos na cidade de Porto Alegre. Coincidentemente neste dia também se dará a abertura da semana da consciência negra de Porto Alegre.

É isto ai, Lesbianidades, feminismos e Igualdade racial, saindo do armário neste dia 11 de novembro, a partir das 13h no parque da redenção. Drag King, Drag Queen, Feirinha, música, ato político e azaração.

LBL e NUANCES + movimentos sociais.
Abrindo a parada livre, a I marcha lésbica de Porto alegre, que foi adiada na semana da visibilidade lésbica no mês de agosto, agora abrirá a Parada Livre que já acontece há 11 anos na cidade de Porto Alegre. Coincidentemente neste dia também se dará a abertura da semana da consciência negra de Porto Alegre.

É isto ai, Lesbianidades, feminismos e Igualdade racial, saindo do armário neste dia 11 de novembro, a partir das 13h no parque da redenção. Drag King, Drag Queen, Feirinha, música, ato político e azaração.

LBL e NUANCES + movimentos sociais.

TROPEÇOS DA ELITE
Nota oficial da ABORDA sobre o filme Tropa de Elite

De boas intenções, dizem, o inferno está cheio. Nos últimos dias, diretores e atores de
Tropa de Elite têm se esforçado em dizer que o objetivo do filme não era o incentivo à tortura e à
violência. Se partirmos do princípio de que o objetivo do filme era a denúncia da violência e das
condições de trabalho dos policiais do BOPE, chegamos à conclusão de que o produto final está muito
distante do que poderia ser.
O que Tropa de Elite consegue fazer é um elogio da violência. A tortura aparece em
diversos momentos do filme de modo brutal, e em todos eles, resolve a situação. A masculinidade
hegemônica é reproduzida sem filtros, e nunca apontada como componente das dinâmicas de
violência. As ONGs são retratadas de modo caricato, como antros de corrupção eleitoral e de uso de
drogas. Seus militantes, bem como os estudantes universitários, aparecem como maconheiros
mimados e românticos, à mercê do tráfico. E as pessoas que usam drogas são mais uma vez
apresentadas como as grandes responsáveis pela guerra particular entre policiais e traficantes.
Outro ponto importante é o pano de fundo da trama. É como se não existissem estruturas
historicamente construídas. As comunidades empobrecidas, segundo o filme, são habitadas apenas por
traficantes perigosos: não há moradores, e a única organização importante, além do movimento, é a
ONG dos playboys. Não há uma associação de moradores ou qualquer outra iniciativa comunitária. A
legislação sobre drogas não é problematizada em momento algum (a não ser pelo diretor e por alguns
atores, em entrevistas pós-filme), quiçá apresentada como responsável por grande parte das dinâmicas
de violência.
Tropa de Elite não consegue atingir os objetivos declarados por seus produtores. Não
problematiza a violência, e não aponta os responsáveis. Além disto, segue afirmando a existência de
uma guerra nas favelas do Rio de Janeiro, transformando opinião em fato. O resultado, já sabemos: em
uma guerra, vale tudo contra os inimigos; inclusive torturas e execuções.
O BOPE tem objetivos claros, apresentados em uma das canções de treinamento do grupo:
entrar na favela e deixar corpo no chão. Neste sentido, é menos uma tropa de elite, e muito mais uma
tropa da elite, que mantém sob controle as classes (ditas) perigosas por meio da força. O uso da força é
prerrogativa do Estado, sabemos. Mas um estado privatizado usa a violência sempre contra os pobres.
Especialmente contra os pobres que não ficam quietinhos em seu lugar.
ABORDA
Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos
Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos
Av. General Justo 275/316 − B – Castelo − Rio de Janeiro – RJ − Brasil
CEP 2002111111−130
Tel/fax: (21) 224000000−4351
EEEEEE−mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo


CDH adia discussão de projeto que torna crime discriminação sexual

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa adiou para a próxima semana a votação, marcada inicialmente para hoje, do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a discriminação e o preconceito contra homossexuais, e que prevê punições para diversas práticas discriminatórias de sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

O pedido do adiamento foi formulado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que alegou ter recebido o parecer da relatora, a senadora Fátima Cleide (PT-RO), apenas nesta manhã - o Regimento Interno da Casa prevê um prazo de pelo menos dois dias de antecedência para que os senadores recebam o parecer para avaliação.

O projeto, que será ainda analisado da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), altera dispositivos do Código Penal e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), bem como da lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, para definir punições contra a homofobia (Lei 7.716/89).

http://www.senado. gov.br/agencia/ verNoticia. aspx?codNoticia= 68100&codAplicat ivo=2

__________________________

Lélia Gonzalez é Candace no Ilê Aiyê, 2008

Depois da homenagem em Candaces – A Reconstrução do Fogo, em 2003 - Texto e Direção de Márcio Meirelles; Realização da Cia. dos Comuns; Direção de Hilton Cobra, no Rio de Janeiro: Teatro Gláucio Gil e Teatro Carlos Gomes.

festa dasles - dia 10 de novembro -café do porta - R$ 10,00

adiquira sua pulseira pelo fone: 920 411156

__________________________________

Redes e fóruns

Alianza para um mundo responsable, plural e solidario
www.alliance21.org

Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)
www.articulacaodemulheres.org.br

Associação Brasileira de ONGs (Abong)
www.abong.org.br

Chamada Global para a Ação contra a Pobreza
www.chamadacontrapobreza.org.br

Critical Networks

Conselho Nacional de Juventude
www.planalto.gov.br/SecGeral/frame_juventude.htm

Diálogo entre os povos
www.peoplesdialogue.org

Diálogos contra o Racismo
www.dialogoscontraoracismo.org.br

Foro Mundial de Redes de la Sociedad Civil (Ubuntu)
www.ubuntu.org

Fórum Brasil do Orçamento (FBO)
www.forumfbo.org.br

Fórum Brasileiro de Acesso a Informações Públicas
www.abraji.org.br

Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES)
www.fbes.org.br

Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional (FBSAN)
www.fbsan.org.br

Fórum de Cooperativismo Popular do Rio de Janeiro (FCP)
www.fcprj.org.br

Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos (FENDH)
www.direitos.org.br

Fórum Nacional de Participação Popular (FNPP)
wwww.participacaopopular.org.br

Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU)
www.forumreformaurbana.org.br

Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo
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Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro (FPO/RJ)
www.fporj.blogger.com.br

Fórum Social Mundial (FSM)
www.forumsocialmundial.org.br

Frente Estadual contra a Remoção de Favelas

Global Progressive Forum
www.globalprogressiveforum.org

Globalization Studies Network
gstudynet.com

What Next Project
www.dhf.uu.se

Inter-redes
www.inter-redes.org.br

International Budget Project (IBP)
www.internationalbudget.org

International Forum on Globalization (IFG)
www.ifg.org

Montreal International Forum (FIM)
www.fimcivilsociety.org

Observatorio Euro latinoamericano sobre el desarrollo democrático y social (Euralat)
www.euralat.org

Organization for Economic Cooperation and Development Watch (OCDE Watch)
www.oecdwatch.org

People's Dialogue
www.peoplesdialogue.org

Plataforma Brasil Desca

Processo de Diálogo e Articulação das Agências Ecumênicas da Europa (PAD)

Red Puentes
www.redpuentes.org

Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
www.rbrasil.org.br

Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA)
www.justicaambiental.org.br

Rede Brasileira de Socioeconomia Solidária (RBSES)
www.redesolidaria.com.br

Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip)
www.rebrip.org.br

Rede Índice Latino Americano de Transparência Orçamentária (Ilato)
www.internationalbudget.org/themes/BudTrans/LA05.htm

Social Watch
www.socialwatch.org/en/portada.htm

__________________________________
BLOCO ILÊ AIYÊ CARNAVAL 2008

O tema do Ilê Aiyê para o Carnval de 2008 será:

“CANDACES – As Rainhas do Império Méroe"

O tema mostrará o poder político e de organização da mulher negra africana e seus reflexos no Brasil. CANDACES assim como LÉLIA GONZALEZ. Terão a visibilidade e o reconhecimento que merecem na verdadeira história do Brasil.


CANDACES
As Rainhas do Império Méroe

O tema mostrará o poder político e de organização da mulher negra africana e seus reflexos no Brasil. CANDACES assim como LÉLIA GONZALEZ, GAIACU LUIZA, DETE LIMA, RUTH SOUZA, LECI BRANDÃO, GRUPO DE MULHERES DO ALTO DAS PÓMBAS. Terão a visibilidade e o reconhecimento que merecem na verdadeira história do Brasil.

íntegra e como participar do Carnaval do Ilê Aiyê em
http://www.ileaiye.org.br/temas.htm

foto: Lélia Gonzalez e Mãe Hilda, do Ilê Aiyê, na Serra da Barriga
20 de novembro de 1987
Foto: Januário Garcia ©

------------------------------------------------------------
I caminhada lésbica de porto alegre adiada para 11 de novembro
Abrindo a parada livre, a I marcha lésbica de Porto alegre, que foi adiada na semana da visibilidade lésbica no mês de agosto, agora abrirá a Parada Livre que já acontece há 11 anos na cidade de Porto Alegre. Coincidentemente neste dia também se dará a abertura da semana da consciência negra de Porto Alegre.

É isto ai, Lesbianidades, feminismos e Igualdade racial, saindo do armário neste dia 11 de novembro, a partir das 13h no parque da redenção. Drag King, Drag Queen, Feirinha, música, ato político e azaração.

LBL e NUANCES + movimentos sociais.

TROPEÇOS DA ELITE
Nota oficial da ABORDA sobre o filme Tropa de Elite

De boas intenções, dizem, o inferno está cheio. Nos últimos dias, diretores e atores de
Tropa de Elite têm se esforçado em dizer que o objetivo do filme não era o incentivo à tortura e à
violência. Se partirmos do princípio de que o objetivo do filme era a denúncia da violência e das
condições de trabalho dos policiais do BOPE, chegamos à conclusão de que o produto final está muito
distante do que poderia ser.
O que Tropa de Elite consegue fazer é um elogio da violência. A tortura aparece em
diversos momentos do filme de modo brutal, e em todos eles, resolve a situação. A masculinidade
hegemônica é reproduzida sem filtros, e nunca apontada como componente das dinâmicas de
violência. As ONGs são retratadas de modo caricato, como antros de corrupção eleitoral e de uso de
drogas. Seus militantes, bem como os estudantes universitários, aparecem como maconheiros
mimados e românticos, à mercê do tráfico. E as pessoas que usam drogas são mais uma vez
apresentadas como as grandes responsáveis pela guerra particular entre policiais e traficantes.
Outro ponto importante é o pano de fundo da trama. É como se não existissem estruturas
historicamente construídas. As comunidades empobrecidas, segundo o filme, são habitadas apenas por
traficantes perigosos: não há moradores, e a única organização importante, além do movimento, é a
ONG dos playboys. Não há uma associação de moradores ou qualquer outra iniciativa comunitária. A
legislação sobre drogas não é problematizada em momento algum (a não ser pelo diretor e por alguns
atores, em entrevistas pós-filme), quiçá apresentada como responsável por grande parte das dinâmicas
de violência.
Tropa de Elite não consegue atingir os objetivos declarados por seus produtores. Não
problematiza a violência, e não aponta os responsáveis. Além disto, segue afirmando a existência de
uma guerra nas favelas do Rio de Janeiro, transformando opinião em fato. O resultado, já sabemos: em
uma guerra, vale tudo contra os inimigos; inclusive torturas e execuções.
O BOPE tem objetivos claros, apresentados em uma das canções de treinamento do grupo:
entrar na favela e deixar corpo no chão. Neste sentido, é menos uma tropa de elite, e muito mais uma
tropa da elite, que mantém sob controle as classes (ditas) perigosas por meio da força. O uso da força é
prerrogativa do Estado, sabemos. Mas um estado privatizado usa a violência sempre contra os pobres.
Especialmente contra os pobres que não ficam quietinhos em seu lugar.
ABORDA
Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos
Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos
Av. General Justo 275/316 − B – Castelo − Rio de Janeiro – RJ − Brasil
CEP 2002111111−130
Tel/fax: (21) 224000000−4351
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CDH adia discussão de projeto que torna crime discriminação sexual

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa adiou para a próxima semana a votação, marcada inicialmente para hoje, do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a discriminação e o preconceito contra homossexuais, e que prevê punições para diversas práticas discriminatórias de sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

O pedido do adiamento foi formulado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que alegou ter recebido o parecer da relatora, a senadora Fátima Cleide (PT-RO), apenas nesta manhã - o Regimento Interno da Casa prevê um prazo de pelo menos dois dias de antecedência para que os senadores recebam o parecer para avaliação.

O projeto, que será ainda analisado da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), altera dispositivos do Código Penal e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), bem como da lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, para definir punições contra a homofobia (Lei 7.716/89).

http://www.senado. gov.br/agencia/ verNoticia. aspx?codNoticia= 68100&codAplicat ivo=2

__________________________

Lélia Gonzalez é Candace no Ilê Aiyê, 2008

Depois da homenagem em Candaces – A Reconstrução do Fogo, em 2003 - Texto e Direção de Márcio Meirelles; Realização da Cia. dos Comuns; Direção de Hilton Cobra, no Rio de Janeiro: Teatro Gláucio Gil e Teatro Carlos Gomes.

festa dasles - dia 10 de novembro -café do porta - R$ 10,00

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Social Watch
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BLOCO ILÊ AIYÊ CARNAVAL 2008

O tema do Ilê Aiyê para o Carnval de 2008 será:

“CANDACES – As Rainhas do Império Méroe"

O tema mostrará o poder político e de organização da mulher negra africana e seus reflexos no Brasil. CANDACES assim como LÉLIA GONZALEZ. Terão a visibilidade e o reconhecimento que merecem na verdadeira história do Brasil.


CANDACES
As Rainhas do Império Méroe

O tema mostrará o poder político e de organização da mulher negra africana e seus reflexos no Brasil. CANDACES assim como LÉLIA GONZALEZ, GAIACU LUIZA, DETE LIMA, RUTH SOUZA, LECI BRANDÃO, GRUPO DE MULHERES DO ALTO DAS PÓMBAS. Terão a visibilidade e o reconhecimento que merecem na verdadeira história do Brasil.

íntegra e como participar do Carnaval do Ilê Aiyê em
http://www.ileaiye.org.br/temas.htm

foto: Lélia Gonzalez e Mãe Hilda, do Ilê Aiyê, na Serra da Barriga
20 de novembro de 1987
Foto: Januário Garcia ©

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I caminhada lésbica de porto alegre adiada para 11 de novembro

Informamos que por motivos climáticos a I marcha lésbica do RS foi adiada para o mês de Novembro.

segundo a articuladora estadual da LBL, Leila Lopes toda a programação desenvolvida para a semana da visibilidade lésbica foi um sucesso, porém o tempo não colaborou com a feira de economia solidária e com a I marcha lésbica, pois choveu muito pelo domingo dia 02, assim as lésbicas da coordenação da marcha reuiram-se e avaliaramq ue amelhor data será no dia 11 de novembro.

aguardem próximas noticias.

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UNEGRO/RS está promovendo uma campanha para divulgar e motivar a inscrição no vestibular pela reserva de vagas, em especial pela reserva para negros.

A idéia é preparar material impresso e de internet, realizar visita e palestra em algumas escolas de 2º grau e organizar e recrutar professores para um curso intensivo pré-vestibular( voluntariado ) com foco na inserção nos cursos que exigem melhor desempenho nas disciplinas de química, física,. matemática e biologia.

A campanha se chama "VAMOS NEGRITAR A UNIVERSIDADE PÚBLICA" e o projeto do curso intensivo é "PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE" . Já temos a parceria da Escola Estadual Rio Branco, que fica na Protásio Alves/Santa Cecília para as aulas, mas podemos arranjar outros locais à medida que tivermos professores. Por favor repasse a informação e o convite para a primeira reunião com professores voluntários abaixo ao maior número possível de pessoas:

1ª REUNIÃO DE PROFESSORES DO PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE:

DIA 24/09/2007 - 18:30hs

na sala 304 do CPERS/Sindicato

Av. Alberto Bins, 480

Convidamos a se somarem nesta empreitada como puderem( palestra, aula, coordenação, confecção material didático, etc..).

Contamos com a presença de todos vocês para organizarmos tudo isso numa perspectiva de continuidade nos próximos anos!

Um abraço a todas e todos!

Sidnei Silva- Coordenação Municipal POA/ UNEGRO-RS

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A idéia é preparar material impresso e de internet, realizar visita e palestra em algumas escolas de 2º grau e organizar e recrutar professores para um curso intensivo pré-vestibular( voluntariado ) com foco na inserção nos cursos que exigem melhor desempenho nas disciplinas de química, física,. matemática e biologia.
A campanha se chama "VAMOS NEGRITAR A UNIVERSIDADE PÚBLICA" e o projeto do curso intensivo é "PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE" . Já temos a parceria da Escola Estadual Rio Branco, que fica na Protásio Alves/Santa Cecília para as aulas, mas podemos arranjar outros locais à medida que tivermos professores. Por favor repasse a informação e o convite para a primeira reunião com professores voluntários abaixo ao maior número possível de pessoas:
1ª REUNIÃO DE PROFESSORES DO PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE:
DIA 24/09/2007 - 18:30hs
na sala 304 do CPERS/Sindicato
Av. Alberto Bins, 480
Convidamos a se somarem nesta empreitada como puderem( palestra, aula, coordenação, confecção material didático, etc..).
Contamos com a presença de todos vocês para organizarmos tudo isso numa perspectiva de continuidade nos próximos anos!
Um abraço a todas e todos!
Sidnei Silva- Coordenação Municipal POA/ UNEGRO-RS
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A idéia é preparar material impresso e de internet, realizar visita e palestra em algumas escolas de 2º grau e organizar e recrutar professores para um curso intensivo pré-vestibular( voluntariado ) com foco na inserção nos cursos que exigem melhor desempenho nas disciplinas de química, física,. matemática e biologia.
A campanha se chama "VAMOS NEGRITAR A UNIVERSIDADE PÚBLICA" e o projeto do curso intensivo é "PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE" . Já temos a parceria da Escola Estadual Rio Branco, que fica na Protásio Alves/Santa Cecília para as aulas, mas podemos arranjar outros locais à medida que tivermos professores. Por favor repasse a informação e o convite para a primeira reunião com professores voluntários abaixo ao maior número possível de pessoas:
1ª REUNIÃO DE PROFESSORES DO PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE:
DIA 24/09/2007 - 18:30hs
na sala 304 do CPERS/Sindicato
Av. Alberto Bins, 480
Convidamos a se somarem nesta empreitada como puderem( palestra, aula, coordenação, confecção material didático, etc..).
Contamos com a presença de todos vocês para organizarmos tudo isso numa perspectiva de continuidade nos próximos anos!
Um abraço a todas e todos!
Sidnei Silva- Coordenação Municipal POA/ UNEGRO-RS
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A idéia é preparar material impresso e de internet, realizar visita e palestra em algumas escolas de 2º grau e organizar e recrutar professores para um curso intensivo pré-vestibular( voluntariado ) com foco na inserção nos cursos que exigem melhor desempenho nas disciplinas de química, física,. matemática e biologia.
A campanha se chama "VAMOS NEGRITAR A UNIVERSIDADE PÚBLICA" e o projeto do curso intensivo é "PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE" . Já temos a parceria da Escola Estadual Rio Branco, que fica na Protásio Alves/Santa Cecília para as aulas, mas podemos arranjar outros locais à medida que tivermos professores. Por favor repasse a informação e o convite para a primeira reunião com professores voluntários abaixo ao maior número possível de pessoas:
1ª REUNIÃO DE PROFESSORES DO PROJETO NEGRITAR A UNIVERSIDADE:
DIA 24/09/2007 - 18:30hs
na sala 304 do CPERS/Sindicato
Av. Alberto Bins, 480
Convidamos a se somarem nesta empreitada como puderem( palestra, aula, coordenação, confecção material didático, etc..).
Contamos com a presença de todos vocês para organizarmos tudo isso numa perspectiva de continuidade nos próximos anos!
Um abraço a todas e todos!
Sidnei Silva- Coordenação Municipal POA/ UNEGRO-RS
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Protesto a visita do Papa

Lésbicas, gueis, travestis, transexuais e feministas de diferentes movimentos sociais realizarão uma grande manifestação em protesto a visita do Papa Bento XVI ao Brasil. Nesta data denunciaremos as posições políticas preconceituosas que o Vaticano defende em seus documentos.
Dia 13 de maio uma grande manifestação
no Brique da Redenção
Concentração às 13h no Monumento do Expedicionário

Você que acredita em uma sociedade democrática e plural, vista o seu preto e junte-se a nós!
Traga seu apito!
Assinam: nuances – Grupo pela Livre Expressão Sexual, Mulheres Rebeldes, Igualdade – Associação de Travestis e Transexuais do RS, Liga Brasileira de Lésbicas – Região Sul, Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras, Atitude – Protagonismo Juvenil, ACARMO GLBT, CANDACE – Coletivo de Lésbicas Negras, Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Coletivo Feminino Plural, JMCs/Themis e GAPA/RS.

Nota Pública de Repúdio ao Deputado Federal Clodovil Hernandes

A LBL – Liga Brasileira de Lésbicas, organização de mulheres lésbicas e bissexuais, sustentada em princípios feministas, vem a público expressar seu total e absoluto repúdio ao Deputado Federal Clodovil Hernandes por suas declarações preconceituosas e desqualificadoras em relação às mulheres, que culminou com atitude desrespeitosa à Deputada Federal Cida Diogo.
Entendemos que a Câmara dos Deputados não pode se omitir em relação aos fatos ocorridos, sendo necessário, a partir do Regimento da Casa, tomar as medidas cabíveis.
Ao mesmo tempo, registramos nosso reconhecimento às manifestações de personalidades públicas que valorizam a nossa luta e convocam a sociedade política a nos escutar e respeitar nossos anseios de autonomia, do livre exercício de nossa sexualidade, direitos e políticas públicas na perspectiva de uma sociedade mais humana, com igualdade de direitos sem desqualificar suas diferenças.
Nós, mulheres feministas, militantes do movimento de lésbicas e bissexuais, pautamos nossa atuação no sentido de conquistar respeito, direitos e cidadania; portanto, não podemos nos calar diante da postura de um (pretende-se) legislador que atue de forma misógina dentro do Parlamento.

Viva a Luta das Mulheres!

Todo apoio e solidariedade à Deputada Federal Cida Diogo

Por uma sociedade sem machismo, sem racismo e sem lesbofobia!

 

Policiais e Ativistas Homossexuais criam

Plano Nacional de Segurança Pública

para Enfrentamento da Homofobia

O 1º Seminário Nacional de Segurança Pública e
Combate à Homofobia foi um marco na história, pois
reuniu no Rio de Janeiro pela primeira vez
representantes de organizações GLBT, das Polícias
Civil e Militar, dos Governos e de Universidades,
que apresentaram propostas para o combate à
discriminação e à violência contra gays, lésbicas,
bissexuais, travestis e transexuais.
Durante quatro dias, ocorreram palestras, debates e
grupos de trabalhos que abordaram diversos temas na
área de segurança pública para o enfrentamento da
homofobia. Sem dúvida, um grande desafio: enfrentar
os casos de discriminação e violência contra gays,
lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais em
todo o país com políticas consistentes e
permanentes. O Brasil convive com a alarmante
estatística de uma morte de GLBT a cada dois dias, e
para transformar desejo em realidade; sonho em
atitude e tolerância em respeito, lideranças do
movimento GLBT, policiais e representantes de
governos e universidades uniram-se pela primeira vez
para o I Seminário Nacional de Segurança Pública e
Combate à Homofobia. O evento, cujo slogan foi
Unindo esforços, ampliando diálogos, ocorreu do dia
10 ao dia 13 de abril no Hotel Rio Othon Palace -
RJ.
Segurança Pública é para todos

O principal objetivo do evento foi a construção
coletiva de diretrizes para a criação do Plano
Nacional de Segurança Pública para o Enfrentamento
da Homofobia, do qual participaram de sua redação
mais de 300 participantes, entre eles: 100
ativistas; 30 representantes dos governos federal,
estadual e municipal; 45 representantes de centros
de referência de combate à homofobia; 82
representantes das Polícias Militar e Civil de todos
os estados da federação e 25 representantes de
universidades de vários estados, entre outros. Um
dos passos seguintes será a ampliação da Câmara
Técnica de Segurança para GLBT do Ministério da
Justiça para que nos próximos três meses o plano
seja concluído, com a definição de metas,
cronograma, recursos e responsáveis para sua
execução.
Além disso, também foi definida a realização de
seminários estaduais de segurança pública para o
enfrentamento da homofobia com o intuito de discutir
formas de como implementar as diretrizes nacionais
de acordo com a realidade local. Para isso, o
Governo Federal, através da Secretaria Especial de
Direitos Humanos e a Secretaria Nacional de
Segurança Pública, apoiará essas iniciativas nos
estados.
Para Cláudio Nascimento, coordenador do evento, a
realização do encontro já é uma grande vitória por
ter reunido - pela primeira vez - diferentes atores
da sociedade para discutir o tema: "Fizemos história
com esse seminário. Foi muito rico saber da
existência de diversas experiências de ações de
ativistas e policiais no combate à homofobia que
sequer tínhamos conhecimento" . Segundo ele, a
violência contra GLBT apresenta dados alarmantes:
"Os crimes contra homossexuais são cometidos com
requintes de crueldade. É uma vergonha baixar a
cabeça para qualquer tipo de violência. Por isso,
vamos lutar e mobilizar toda a sociedade para
garantir a execução do Plano Nacional de Segurança
Pública para o Enfrentamento da Homofobia com ações
em todos os Estados.", completa Nascimento que
também é Coordenador de Direitos Humanos e Políticas
Públicas do Grupo Arco-Iris, Secretário Geral da
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais,
Travestis e Transexuais (ABGLT) e membro da Câmara
Técnica de Segurança Pública para GLBT.
Pesquisas confirmam violência homofóbica
No Brasil, nos últimos 15 anos, mais de 2.500
homossexuais foram assassinados em razão da sua
orientação sexual e identidade de gênero. Só em
2006, foram cometidos 88 assassinatos pelas mesmas
razões, segundo dados do Grupo Gay da Bahia.
Os índices de homossexuais agredidos ou
discriminados permanecem em patamares muito
elevados. Em 2004 e 2005, foram realizadas pesquisas
na Parada do Orgulho GLBT do Rio de Janeiro pelo
Grupo Arco-Íris de Conscientizaçã o Homossexual, pelo
Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos
Humanos da UERJ (CLAM) e pelo Centro de Estudos de
Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes
(CESeC) que revelaram um preocupante quadro: 64,8%
dos entrevistados já foram vítimas de discriminação
por orientação sexual e 61,5% sofreram agressão
física. Outras pesquisas em Paradas nos estados de
São Paulo e de Pernambuco em 2006 apresentaram dados
semelhantes: 62% dos entrevistados disseram já ter
sofrido algum tipo de agressão e 69% sofreram
discriminação.
Dos casos de discriminação ou violência relatados
nessas pesquisas, menos de 10% registraram
ocorrência, fato que desafia o sistema de segurança
pública a se capacitar e estruturar serviços de
atendimento e investigação diferenciados.
"Nós, do movimento social, também temos que nos
capacitar e compreender que é necessária a prevenção
da violência. O evento me surpreendeu, foi muito
além das minhas expectativas. Pensei que o só
movimento participaria, mas houve interação",
declarou a Coordenadora do Movimento D´ELLAS e
Vice-presidente da ABGLT, Yone Lindgren.
Programação incentivou o diálogo entre diferentes
atores sociais
Ampliar o diálogo entre organizações na defesa dos
direitos GLBT e setores de segurança pública dos
diversos níveis, estimular a produção de
conhecimento sobre o tema em universidades de todo o
país e criar diretrizes para a elaboração de Planos
Nacional e Estaduais de Segurança Pública para o
enfrentamento da homofobia constituíram as
finalidades do evento.
De acordo com o Subsecretário de Promoção e Defesa
dos Direitos Humanos da Secretaria Especial de
Direitos Humanos da Presidência da República
(SEDH-PR), Perly Cipriano, "o seminário propiciou
diálogo e confluências de propósitos no sentido de
combater a homofobia, onde o poder público - através
de suas academias de polícia, ministério público,
prefeituras e governos dos estados e da união -
trabalhou de maneira articulada com a comunidade
GLBT, através de suas entidades, centros de
referência e universidades. Foi um encontro de
parcerias. Assim deve ser um seminário como esse.
Foi um dos melhores seminários que participei".
Com o intuito de contribuir para uma maior
participação e desenvolvimento dos objetivos, o
seminário foi organizado com a seguinte estrutura:
painéis, mesas redondas, grupos de trabalho e
plenária final. Os painéis apresentaram e analisaram
a situação das discriminações e violências contra
GLBT, as políticas já existentes e exemplares de
segurança pública para o enfrentamento da homofobia,
a legislação atual e o sistema de justiça.
Já as mesas redondas possibilitaram a troca de
experiências de ações implementadas nos estados,
tanto pelos policiais quanto pelos ativistas; além
de analisar possíveis respostas governamentais e
comunitárias. Nas mesas foram abordados temas como
formação policial, prevenção à violência contra
GLBT, diferentes modelos de atendimento,
investigação e registro da violência homofóbica,
análise das violências específicas e políticas
diferenciadas de segurança e monitoramento das
políticas de segurança na área.
Os grupos de trabalho, por sua vez, produziram
propostas de diretrizes para o Plano Nacional de
Segurança Pública e Combate à Homofobia que foram
apresentadas e acolhidas pela Plenária final.
O Secretário Executivo do Conselho Nacional de
Combate à Discriminação da SEDH-PR, Ivair Augusto
dos Santos complementou: " O seminário foi muito bom
porque possibilitou a criação de um espaço de
debates e troca de idéias no campo dos direitos
humanos e combate à homofobia. O evento abordou um
tema sensível que é o de segurança pública, o que
prova a maturidade do movimento GLBT".
Ações de segurança pública para o combate à
discriminação e à violência
Diversas apresentaçãoes sobre discriminação e
violência contra GLBT combinados a relatos de
agressões e casos de discriminação serviram para
dimensionar a real situação de violação aos direitos
da comunidade GLBT.
A partir do diagnóstico realizado, representantes
das Organizações de Defesa GLBT, das instituições
policiais, acadêmicas e governamentais apontaram
propostas de políticas públicas consistentes e de
caráter continuado de segurança para o enfrentamento
da homofobia. Como diretrizes para a elaboração do
Plano Nacional de Segurança Pública e Combate à
Homofobia foram definidas 72 ações, visando à
criação de novas políticas e consolidação das já
existentes.
Encontram-se entre elas: prevenção à violência, como
campanhas informativas para orientar policiais e
sociedade civil; inclusão dos temas do combate à
homofobia e de conceitos sobre orientação sexual e
identidade de gênero no currículo das academias de
polícia e de cursos de formação policial;
estruturação de serviços de atendimento de vítimas
de violência e investigação de crimes homofóbicos;
criação de bancos de dados para registrar crimes,
acompanhar políticas de segurança e o seu impacto na
sociedade.
Para o Diretor do Departamento de Pesquisa, Análise
de Informação e Desenvolvimento de Pessoal em
Segurança Pública da Secretaria Nacional de
Segurança Pública (SENASP), Ricardo Balestreri, "o
evento vai entrar para a história da Segurança
Pública e dos Direitos Humanos no Brasil como o
grande ponto de partida para a constução de
políticas públicas de combate à homofobia e promoção
da diversidade como um valor democrático.
Certamente, vai contribuir muito para a mudança da
cultura policial brasileira no sentido do
reconhecimento de que os operadores de segurança
pública precisam cuidar e proteger de igual maneira
todos os cidadãos brasileiros independentemente da
sua orientação sexual. É, portanto, um evento que
será um marco do processo civilizatório brasileiro."

Artistas e intelectuais iniciam campanha a favor da
lei de Combate à homofobia

O I Seminário Nacional de Segurança Pública e
Combate à Homofobia marcou também o lançamento do
Manifesto de Intelectuais, Artistas e Líderes de
Movimentos Sociais no dia 12 de abril. O documento
exige a aprovação do Projeto de Lei 122/2006, que
define como crime a homofobia, equiparando- o com a
prática do racismo. Este projeto de lei já foi
aprovado na Câmara dos Deputados e atualmente está
em andamento no Senado Federal - em exame na
Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH).
A cerimônia de lançamento do Manifesto contou com a
presença de Jean Wyllys e da Senadora Fátima Cleide
(PT/RO) - relatora do projeto -, além de diversas
lideranças do movimento GLBT. O Manifesto de
Intelectuais, Artistas e Líderes de Movimentos
Sociais tem o apoio de Adriana Calcanhoto, Betty
Faria, Chico Buarque, Cissa Guimarães, Claudia Raia,
Eduardo Moscovis, Elke Maravilha, Fernanda Abreu,
Giulia Gam, Leda Nagle, Leila Maria, Letícia
Sabatella, Marieta Severo, Marília Pêra, Marina
Lima, Marisa Monte, Milton Cunha, Patrycia
Travassos, Renata Sorrah, Sonia Braga, Tuca Andrada
e Vera Holtz. Entre os intelectuais figuram: Alba
Zaluar, Emir Sader, Luiz Eduardo Soares, Maria Luiza
Helbourn.
A campanha percorrerá todos os estados brasileiros
para arregimentar mais adesões. Em maio, o Manifesto
será entregue ao presidente do Senado Federal,
Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), com a presença de
artistas e intelectuais.
O Seminário Nacional de Segurança Pública e Combate
à Homofobia contou com o apoio institucional da
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis,
Transexuais e Bissexuais (ABGLT), foi financiado
pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da
Presidência da República (SEDH), co-financiado pela
Secretaria Nacional de Segurança Pública do
Ministério da Justiça (SENASP) e teve o apoio do
Governo do Estado do Rio de Janeiro, Programa
Nacional de DST-Aids, Grupo Criola, Centro
Latino-Americano de Direitos Humanos e Sexualidade
da UERJ e Centro de Estudos de Segurança e Cidadania
(CeSEC) - Universidade Candido Mendes.

 

Iniciativas Negras

26 DE JUNHO A 5 DE JULHO DE 2007
JUAZEIRO DO NORTE – CE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CAMPUS CARIRI

INSCRIÇÕES PARA BOLSISTAS: ATÉ 14/05/2007

PARA BOLSISTAS: ATÉ 14/05/2007
RESULTADO: 29/05/2007

PATROCÍNIO:
SESC—CEARÁ

FORD FOUNDATION

APOIO: COISAS DE MULHER

INSTITUTO AÇÃO AFRO

REALIZAÇÃO: UFC - CARIRI
CONTATO
Tel.: 88-3571-1755


Tel.: 88-3571-1755 E-mail: : Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
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vem ai

I JORNADA DE LÉSBICAS NEGRAS

Junho, Julho, Setembro, Novembro.( Porto Alegre, Bahia, Pernambuco)

Informe-se: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

Realização: Coletivo nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas - Candace-BR

Coletivo nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas - Candace-BR
Apoio: ACARMO LBT NEGRITUDE

ACARMO LBT NEGRITUDE
LBL-RS

Fuxico de Terreiro

PLENÁRIA POPULAR

"SOROCABA CONTRA O RACISMO"

DIA 29 de abril

DOMINGO AS 13:00 HORAS

LOCAL: CLUBE 28 DE SETEMBRO

Rua Machado de Assis, 112 – Centro

SOROCABA – SP

PREPARATÓRIA PARA III CONGRESSO NACIONAL DA UNEGRO

OBJETIVOS DA PLENÁRIA

Elaborar um plano de ação contra racismo para os movimento negro de Sorocaba;

laborar um plano de ação contra racismo para os movimento negro de Sorocaba;
Criar o Fórum Popular de Luta contra o Racismo;

riar o Fórum Popular de Luta contra o Racismo;
Preparatório para o Encontro Nacional de Juventude Negra – ENJUNE;

reparatório para o Encontro Nacional de Juventude Negra – ENJUNE;
Preparatório para o III Congresso Nacional da UNEGRO.

reparatório para o III Congresso Nacional da UNEGRO.
QUEM PODE PARTICIPAR DA PLENARIA

Qualquer pessoa que é contra o racismo, preconceito e a discriminação.

ORGANIZAÇÃO:

UNEGRO

AÇÃO PERIFÉRICA

CONSELHO MUNICIPAL DA COMUNIDADE NEGRA DE SOROCABA

APOIO:

CONSELHO MUNICIPAL DA COMUNIDADE NEGRA DE SOROCABA

CLUBE 28 DE SETEMBRO

NAÇÃO HIP HOP BRASIL

SINDICATO DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS DE SOROCABA

MOMUNES – MOVIMENTO DE MULHERES NEGRAS DE SOROCABA

PREFEITURA MUNICÍPAL DE SOROCABA - SECRETARIA DA CIDADANIA


A LUTA CONTRA O RACISMO NO BRASIL
A luta contra o racismo no Brasil teve diversos momentos. Durante a primeira fase da escravidão no Brasil (de 1549 a 1850), a população negra lutou de armas na mão contra o regime da chibata imposto pelo colonizador branco europeu. Este conjunto de revoltas armadas foi denominado pelo sociólogo Clóvis Moura de "Quilombagem". Os negros, recuperando elementos da sua ancestralidade construíram sociedades de resistência à escravidão dentro do Brasil (denominada "Quilombos"), contestando a estrutura social do regime escravista-colonial. Destes Movimentos o mais importante foi o Quilombo de Palmares, liderado por Zumbi, que durou mais de 100 anos.
Na Segunda Fase da escravidão (a partir de 1850, quando é proibido o tráfico de escravos são introduzidas mudança na estrutura fundiária do país), a luta contra o sistema escravista sai dos movimentos armados e vai para os parlamentos. Os protagonistas não são mais os negros de armas nas mãos, mas os parlamentares brancos liberais que, por meio de leis, implantam o projeto da abolição gradual, lenta e controlada pelas classes dominantes que transformam a população negra de escrava em desempregada e sem terra. Ao mesmo tempo, as classes dominantes brasileiras desenvolvem um projeto político de "branqueamento" da população brasileira, por meio da disseminação de idéias racistas pretensamente científicas (teoria da eugenia, antropologia criminal e darwinismo social) e do estímulo a imigração de europeus.
Após a abolição, no início do séc. XX, os negros brasileiros acreditavam que podiam ingressar na sociedade brasileira sem transformá-la radicalmente. Achavam que o negro assimilando elementos da cultura "branca" teria condições de ser aceito pela sociedade branca. Esta, porém, não o aceitou. Até mesmo sindicatos operários, formados por imigrantes europeus, proibiam a participação de trabalhadores negros.
A partir da década de 30 com o surgimento da Frente Negra Brasileira, o negro passa a denunciar o racismo no Brasil. Para isto, contribuíram com o avanço do movimento revolucionário no mundo, a explosão do movimento de negritude, o surgimento do nacionalismo africano e o aumento da luta pelos direitos civis nos EUA.
Hoje, não basta apenas denunciar o racismo. É preciso superar o sistema que dá sustentação a isto: o capitalismo dependente, excludente, neoliberal, que tem como essência, a exclusão social e o extermínio das populações não brancas do 3º mundo. É necessário uma redistribuição radical de renda, recursos e poder. A luta contra o racismo é um dos pontos centrais de uma agenda de transformação radical deste sistema social.

A luta contra o racismo no Brasil teve diversos momentos. Durante a primeira fase da escravidão no Brasil (de 1549 a 1850), a população negra lutou de armas na mão contra o regime da chibata imposto pelo colonizador branco europeu. Este conjunto de revoltas armadas foi denominado pelo sociólogo Clóvis Moura de "Quilombagem". Os negros, recuperando elementos da sua ancestralidade construíram sociedades de resistência à escravidão dentro do Brasil (denominada "Quilombos"), contestando a estrutura social do regime escravista-colonial. Destes Movimentos o mais importante foi o Quilombo de Palmares, liderado por Zumbi, que durou mais de 100 anos.
Na Segunda Fase da escravidão (a partir de 1850, quando é proibido o tráfico de escravos são introduzidas mudança na estrutura fundiária do país), a luta contra o sistema escravista sai dos movimentos armados e vai para os parlamentos. Os protagonistas não são mais os negros de armas nas mãos, mas os parlamentares brancos liberais que, por meio de leis, implantam o projeto da abolição gradual, lenta e controlada pelas classes dominantes que transformam a população negra de escrava em desempregada e sem terra. Ao mesmo tempo, as classes dominantes brasileiras desenvolvem um projeto político de "branqueamento" da população brasileira, por meio da disseminação de idéias racistas pretensamente científicas (teoria da eugenia, antropologia criminal e darwinismo social) e do estímulo a imigração de europeus.
Após a abolição, no início do séc. XX, os negros brasileiros acreditavam que podiam ingressar na sociedade brasileira sem transformá-la radicalmente. Achavam que o negro assimilando elementos da cultura "branca" teria condições de ser aceito pela sociedade branca. Esta, porém, não o aceitou. Até mesmo sindicatos operários, formados por imigrantes europeus, proibiam a participação de trabalhadores negros.
A partir da década de 30 com o surgimento da Frente Negra Brasileira, o negro passa a denunciar o racismo no Brasil. Para isto, contribuíram com o avanço do movimento revolucionário no mundo, a explosão do movimento de negritude, o surgimento do nacionalismo africano e o aumento da luta pelos direitos civis nos EUA.
Hoje, não basta apenas denunciar o racismo. É preciso superar o sistema que dá sustentação a isto: o capitalismo dependente, excludente, neoliberal, que tem como essência, a exclusão social e o extermínio das populações não brancas do 3º mundo. É necessário uma redistribuição radical de renda, recursos e poder. A luta contra o racismo é um dos pontos centrais de uma agenda de transformação radical deste sistema social.
PLENÁRIA POPULAR "SOROCABA CONTRA O RACISMO"

PROGRAMAÇÃO:
13h30 : Abertura da Plenária: Ação Periférica e UNEGRO

14h: Exposição e Debate: Um Olhar Negro sobre o Brasil

15h40 : Intervalo

16h : A Formulação de uma Agenda Municipal contra o Racismo: Um Passo Além da Proposta.

17h30 : Criação do Fórum Popular de Luta contra o Racismo

18h : Atividade Cultural e Encerramento da Plenária

INFORMAÇÕES : Comissão Organizadora da Plenária Popular Sorocaba

E-MAIL: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
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TEL: 15 3211.4461 CEL: 15 9117.6856 CEL: 119921.9079


VII ELFLAC no CHILE

ACARMO LBT NEGRITUDE, foi contemplada com 01 bolsa para participar do VII ELFLAC,
que ocorreu de 07 a 12 de Fevereiro em Santiago do Chile.

Apresentamos uma oficina denominada Economia Solidária como forma de autonomia para lésbicas.
E uma exposição de 13 fotos do VII Fórum Social Mundial (em breve relato neste site.)

leilalopes

PAINÉL : ECONOMIA SOLIDÁRIA PARA LÉSBICAS
OFICINEIRA: Leila Lopes – Acarmo LBT negritude –Brasil.

PRESENÇA: 08 PESSOAS

ABERTURA: Foi feita uma apresentação e logo após a conversação começou a sobre a importância de apostar na Economia Solidária para Lésbicas pois a mesma resgata a auto estima e também é uma forma revolucionária de dar subsídios e organizar as lésbicas de baixa renda. Também foi debatido que se tem que tomar cuidado para que as propostas de Economia Popular Solidária não fique muito institucionalizado, pois esta absorção faz com que as lésbicas percam o sentido crítico de cultura e pensem apenas no capital e não fiquem preparadas para a verdadeira luta de classe, mas de que forma unir os incentivos das instituições governamentais e financiadoras sem violarmos a cultura de cada proposta de empreendimento, já que devemos pensar primeiramente, que tipo de consumo queremos ? - Devemos estar apostando mais nas trocas do que no lucro em dinheiro, pois as feiras de trocas, como acontece na Bolívia, faz-se entender que os seres consumem aquilo que realmente necessitam e não existe desperdício de produtos, bem como também quebrar o capitalismo. - Estas trocas envolvem também capacitadoras, queremos dizer, se um grupo em Colômbia sabe fazer um pão com determinado ingrediente e outra em brasil sabe fazer um artesanato de palha, bom
então trocamos as capacitações para ampliar o conhecimento dos grupos que poderão complementar
sua arte.
- Fazer intercâmbio de produtos produzidos por grupos de diferentes países.

Para fazer estas propostas foi criada uma Rede de apoio Latino Americana e Caribenha para Lésbicas
em Economia Solidária.

Todas as lésbicas que tiverem ligação e interesse em Economia solidária para a construção concreta
desta rede , peça para ser incluinda: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

 

AGUARDEM A PRÓXIMA ETAPA 2007

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA DE PORTO ALEGRE -

LARGO ZUMBI DOS PALMARES!!!


I Jornada Cultural de Lésbicas Negras (RS,BA,PE,SP,RN)
Dias 23 e 24 de junho - Porto Alegre-RS
O Coletivo Nacional de Lésbicas Negras feministas Autônomas -Candace- BR, Tem a honra de convidar sua instituição para participar da I Jornada Cultural de Lésbicas Negras “Novas perspectivas de avanço no combate ao racismo e todas as formas de preconceito – Lesbofobia e Homofobia no Movimento Negro- para o ato de abertura que acontecerá às 9:30 horas do dia 23 de junho de 2007, no Plenárinho da Câmara Municipal, na Avenida Loureiro da Silva, 255, em Porto Alegre.

Manifesto contra a homofobia
Até algum tempo atrás, para encontrar amigos e namorar sem serem molestados, gays e lésbicas confinavam-se em um trecho de praia ou em pequenos bares, saunas ou cinemas localizados nos centros das grandes cidades brasileiras. Tais lugares sempre funcionaram para os homossexuais como espaços de proteção contra a homofobia. A discriminação sexual resiste, mas há sinais claros de que a luta contra o preconceito no país atravessa uma fase de transformação significativa. Apesar do recrudescimento das forças conservadoras no Brasil e no mundo, o atual cenário público brasileiro é favorável aos direitos das pessoas GLBT: pesquisas mostram que quase metade da população brasileira apóia a união civil entre pessoas do mesmo sexo; o país tem uma jurisprudência favorável aos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros; paradas do Orgulho GLBT acontecem em todo o país; o Programa Brasil Sem Homofobia, do governo federal, continua com suas 53 ações em 10 ministérios e secretarias especiais; a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovou um projeto de lei que reconhece, para fins previdenciários, companheiros (as) do mesmo sexo de servidores públicos do estado; e há um Projeto de Lei que criminaliza a homofobia a ser votado no Senado – o PLC 122/2006 – cuja proposta é tornar ilegal a prática de atos de discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero, equiparando-os a outros tipos de discriminação, como a racial, por exemplo. O PL também propõe criminalizar a discriminação relativa ao recrutamento para contratação profissional ao acesso à educação, à locação de bens móveis ou imóveis, à manifestação pública de afeto, bem como atos violentos ou constrangedores praticados contra pessoas GLBT.O projeto tem gerado intensas discussões no Congresso Nacional e recebido resistência principalmente dos parlamentares que compõem a chamada “bancada evangélica”. Os que se opõem à sua aprovação, alegam que o PL cerceará a liberdade religiosa e já estão chamando a proposta de “projeto da mordaça gay”. Em vista disso, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT) redigiu um manifesto a favor do PLC 122/2006, através do qual pretende angariar adesões favoráveis à aprovação do projeto.“Desde a promulgação da atual Constituição Federal, em 1988, nenhum projeto de lei especificamente voltado para a promoção da cidadania de GLBT foi aprovado. Como resultado, atos de discriminação contra GLBT passam impunes. Uma vez aprovada a lei, e as punições forem sendo aplicadas em casos de discriminação por orientação sexual nou identidade de gênero, deverá passar a haver mais respeito para com as pessoas GLBT a mais reconhecimento da diversidade sexual como um direito. Com o passar do tempo, deverá se tornar cada vez menos difícil os GLBT se assumirem publicamente”, afirma o ativista Toni Reis, presidente da ABGLT.Para o antropólogo Sergio Carrara, coordenador do CLAM, que vem acompanhando as discussões no Senado, o grande problema para as pessoas que se colocam contra o projeto é que elas antevêem uma possibilidade de não poder mais discriminar. “Em um determinado momento nesses debates, alguém disse que, com o projeto, uma dona-de-casa não poderá mais despedir a babá se ficar sabendo que ela é lésbica. Como se, ser lésbica, justificasse uma demissão. A questão, para essa pessoa, não é se ela trata bem ou mal a criança, mas sim que ela é lésbica. As pessoas não conseguem perceber o quanto de discriminação está presente nessa afirmação, tão natural deste ponto de vista. Outro argumento dos religiosos é que vão ter que colocar as bíblias para fora da igreja, uma vez que não poderão mais dizer que homossexualidade é um pecado. É preciso esclarecer que uma coisa é tecer considerações sobre homossexualidade em geral, outra coisa é ter atitudes discriminatórias. Do ponto de vista da Igreja Católica, casar e separar é um pecado, mas nem por isso a lei do divórcio deixa de existir”, sublinha.Na análise de Carrara, o que tem sido difícil para as pessoas lidarem é a possibilidade de conviver com outras manifestações afetivas e outros tipos de casais. “O projeto simbolicamente aponta isso, que essa convivência no espaço público terá que acontecer, e os incomodados vão ter que sair. Isto já mostra a importância do projeto: ele sinaliza e coloca os limites, garantindo a presença de pessoas que estão excluídas do espaço público. Por outro lado, também temos que levar em consideração os dados que são produzidos sobre violência por orientação sexual. Ser agredido é uma experiência cotidiana da população GLBT”, observa o pesquisador.Dados da Pesquisa "Política, Direitos, Violência e Homossexualidade" (CLAM/CeseC), realizada nas Paradas do Orgulho GLBT do Rio de Janeiro (2004), São Paulo (2005) e Recife (2006), mostram o quanto a homofobia está presente na sociedade brasileira: 61,5% dos entrevistados no Rio afirmaram já terem sido agredidos, 65,7% em São Paulo também já vivenciaram algum tipo de agressão e o mesmo aconteceu com 61,4% dos entrevistados na capital pernambucana. Declararam-se já terem sido discriminados 64,8% dos entrevistados no Rio, 72,1% em São Paulo e 70,8% em Recife.“Claro que devemos levar em conta que esse é um problema cultural, e a lei não muda a cultura e nem subjetividades. Ela não tem o poder de fazer com que as pessoas sejam mais tolerantes e democráticas em seu foro íntimo, mas sua proposição e discussão já aponta um processo de mudança”, assinala Carrara.O CLAM apóia o manifesto da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) a favor do Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006. Clique aqui para ler o manifesto e assinar o abaixo-assinado

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